A 30 dias da eleição, o “Vai Celina” ganha força no DF. Líder nas pesquisas, Celina Leão pode fazer história como a primeira mulher eleita governadora pela vontade da maioria dos brasilienses
A rejeição unânime do registro de José Roberto Arruda pelo TRE-DF, em 3 de setembro, reorganiza a disputa ao GDF a um mês da urna. O recurso ao TSE mantém a campanha no ar, mas o efeito político já é devastador.
Rogério Morro da Cruz evita declarar apoio a Celina ou Arruda e diz esperar o “momento adequado”. Para quem disputa votos, esconder o lado até a urna fechar parece menos prudência e mais oportunismo.
O inquérito vazado do Banco Master expõe relações no topo do Estado e provoca abalo maior que o 8 de janeiro: atinge STF, PGR e a credibilidade de quem deveria guardar a Constituição, não apenas o prédio da Corte.
A política costuma revelar suas piores facetas quando os interesses eleitorais de um grupo atropelam as necessidades básicas de toda uma população. Luiz Inácio Lula da Silva optou pelo caminho do confronto e da retaliação orçamentária. contra o povo do DF.
Juscelino Kubitschek de Oliveira, médico mineiro de Itajubá e morador do Sudoeste, disputa vaga na Câmara pelo Avante. O nome remete ao fundador de Brasília e revive a força dos homônimos nas urnas.
Arruda recebeu R$ 3 milhões do PSD para disputar o GDF, mas 32 horas depois o Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento de sua candidatura. O dinheiro chegou; a urna, por enquanto, é uma incógnita.
Pesquisas eleitorais podem apontar tendências, mas não garantem cadeiras na eleição proporcional. Com 439 candidatos a distrital no DF, quem acreditar em vitória antecipada corre o risco de tropeçar no caminho.