Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

TRE-DF degola candidatura do inelegível Arruda: “Aceita que dói menos!”

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A decisão do TRE-DF de barrar, por unanimidade, o registro de José Roberto Arruda (PSD) não surpreendeu quem acompanha os bastidores da política brasiliense.

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, e Paulo Octávio, presidente da legenda no DF, já esperavam pelo desfecho.

O recurso anunciado pela defesa ao TSE é mera formalidade: cumprir tabela.

Foi essa insegurança jurídica que levou a direção nacional do partido a aportar R$ 3 milhões na campanha do inelegível e, por precaução, bloquear os recursos.

Pelo menos até esta manhã de sexta-feira (4), a grana segue congelada. Nesse jogo de esperteza, Kassab ganha Arruda.

Sem dinheiro, a presença de Arruda nas ruas foi tímida e sem ânimo. O candidato que já comandou o Palácio do Buriti agora caminha como boi que vai para a fila do matadouro.

Não é só a dúvida jurídica que assombra o PSD. A falta de dinheiro para os candidatos à proporcional virou agonia. Cada dia que passa é um a menos até 4 de outubro.

Enquanto a maioria dos candidatos a deputado distrital e federal luta para manter equipes e material nas ruas, um nome se deu bem: Rogério Morro da Cruz recebeu R$ 800 mil.

Talvez agora, com a candidatura de Arruda caminhando para o fracasso, não seria estranho que “Cruz-Credo” anunciasse que é Celina desde criancinha.

O PSD quis o protagonismo de Arruda, mas agora colhe uma campanha manca, uma proporcional desassistida e um recado claro: sem dinheiro e sem segurança jurídica, o discurso de “resgatar Brasília” fica no papel.

A decisão de ontem do TRE contra a candidatura de Arruda não atinge apenas o sonho do PSD de chegar ao Palácio do Buriti. Atinge também a conta da Câmara.

Sem uma majoritária viável, o PSD corre o risco de sair de 2026 sem deputado federal no DF.

E Arruda, se ficar de fora, nunca será soldado da legenda de Kassab. Será corretor do próprio futuro e cobrará o preço no tapete de quem quiser o voto que ainda lhe resta.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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