Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Cerco contra Arruda se fecha antes que ele torre 3 milhões do dinheiro público

Publicado em

José Roberto Arruda conseguiu uma proeza política curiosa: recebeu R$ 3 milhões do PSD para fazer campanha ao Governo do Distrito Federal e, apenas 32 horas depois, recebeu do Ministério Público Eleitoral a notícia de que sua candidatura deve ser barrada.

O parecer do procurador regional eleitoral Francisco Guilherme Vollstedt Bastos é direto: o pedido de registro deve ser indeferido porque Arruda, segundo a Procuradoria, permanece inelegível até dezembro de 2030.

A defesa tentou encontrar uma porta de saída na Lei Complementar nº 219/2025, buscando unificar retroativamente os prazos de inelegibilidade e liberar Arruda para disputar 2026.

O Ministério Público, porém, fechou essa porta. Para a Procuradoria, as condenações da Operação Caixa de Pandora envolvem fatos, contratos e empresas distintos, não cabendo a unificação pretendida.

Pelas contas do parecer, a primeira condenação ainda com efeito ativo é de 11 de dezembro de 2018.

Com o limite de 12 anos aplicado às condenações sucessivas por improbidade, a inelegibilidade chegaria ao fim de 2030.

Enquanto o TRE-DF não decide, fica uma pergunta incômoda: para onde irá a dinheirama?

Até agora, não aparece na prestação de contas do DivulgaCand, de forma identificável, como os R$ 3 milhões liberados pelo PSD estão sendo gastos.

De dinheiro privado, há, até aqui, os R$ 10 mil doados pelo vice, Luiz Pitiman.

E o cenário empresarial, segundo os bastidores, também não seria exatamente um mar de generosidade para Arruda e Paulo Octávio, presidente da legenda local.

A campanha do inelegível corre contra o relógio, contra a Justiça Eleitoral e, aparentemente, contra a própria capacidade de arrecadação.

O dinheiro chegou. Falta saber se a candidatura também chegará às urnas.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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