A eleição para o Governo do Distrito Federal pode ter um componente menos previsível do que a simples disputa entre direita e esquerda.
É o que sugerem um dos dados mais relevantes da pesquisa Quaest: 36% dos eleitores se identificam como independentes.
O grupo é maior que qualquer um dos segmentos ideológicos pesquisados.
Na direita, 19% se classificam como “direita não bolsonarista” e 16% como bolsonaristas. Na esquerda, 15% são “esquerda não lulista” e 12% lulistas. Apenas 2% não souberam responder.

A fotografia eleitoral chama a atenção dos candidatos. Somados, os grupos de direita chegam a 35%, praticamente o mesmo tamanho do eleitorado independente. Já a esquerda reúne 27%.
O dado não permite afirmar, sozinho, que a eleição esteja despolarizada. Mas indica que a polarização não domina integralmente o comportamento do eleitorado brasiliense.
Para candidatos identificados com a direita ou esquerda, a mensagem é direta: há um contingente expressivo de eleitores que não pretende necessariamente votar por alinhamento ideológico.
Esse eleitor pode decidir a eleição justamente por estar aberto a propostas, desempenho administrativo e capacidade de governar.
No DF, conquistar os independentes pode ser tão importante quanto consolidar os votos ideológicos.
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