A entrevista de Luiz Inácio Lula da Silva à TV Globo, como quarto sabatinado da semana entre os candidatos à Presidência, revelou um espetáculo de constrangimento em rede nacional. O tom defensivo do petista gerou desconforto em milhões de telespectadores.
Pressionado por perguntas avassaladoras, o presidente foi confrontado sobre o fantasma da corrupção sistêmica e as graves suspeitas que rondam seu entorno íntimo.
O momento mais tenso expôs as investigações envolvendo seu filho, “Lulinha”, a atuação de seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, e citações ao senador Jaques Wagner (PT-BA).
Diante dos telespectadores, Lula vacilou ao tentar justificar as acusações de que a antessala do Planalto teria virado balcão de negócios para lobistas e as desconfianças sobre fraudes no INSS.
Visivelmente encurralado, o petista buscou abrigo em sua retórica habitual ao relembrar Curitiba e a Lava Jato.
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Contudo, a reação soou simplória e esquiva quando afirmou, em tom defensivo, que “se tiverem culpa no cartório, que paguem por seus erros”.
Para milhões de brasileiros que assistiram à transmissão, o tom lavou as mãos, mas não limpou o constrangimento de ver velhas práticas políticas expostas novamente em pleno horário nobre da TV brasileira.



