Há quem diga por aí que a liderança de Celina Leão (PP), na corrida ao Palácio do Buriti, tem uma explicação simples: ela estaria na frente porque José Roberto Arruda saiu do caminho.
Dados da pesquisa Opinião, registrados no TSE sob o nº DF-04936/2026, contam uma história diferente.
No cenário com Arruda, Celina aparece com 32%, contra 23,3% do ex-governador. Já sem Arruda, ela sobe para 38,9%, enquanto Leandro Grass marca 14,2% e Paula Belmonte, 7%.
A leitura matemática é evidente: Celina lidera nos dois cenários e amplia sua vantagem.
A diferença é importante. Com Arruda, a vantagem sobre o segundo colocado é de 8,7 pontos. Sem ele, salta para 24,7 pontos.
Ou seja, a retirada do inelegível Arruda não criou a liderança de Celina; apenas mudou o tamanho dela.
Há outro dado revelador. Somando os percentuais dos candidatos no cenário sem Arruda, chega-se a 69% dos votos nominais.
Quando se retiram brancos e nulos, de 17,4%, e os indecisos, de 13,5%, e se redistribuem matematicamente apenas os votos nominais, Celina representa cerca de 56,4%.
Essa conta não é um novo resultado da pesquisa, mas uma normalização dos dados. Ainda assim, dimensiona a distância entre a governadora e os adversários.
E há mais: na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, Celina também aparece na frente, com 23,4%, contra 14% de Arruda e 7,3% de Grass.
Isso reforça que sua vantagem não depende exclusivamente de uma lista estimulada.
O veto do TRE-DF ao registro de Arruda, decidido por unanimidade na quinta-feira (03), trouxe uma batalha jurídica que apenas servirá para cumprir tabela junto à Corte Eleitoral superior.
A defesa recorreu ao TSE. O dia 14 de setembro é o prazo para julgamento dos registros pelas instâncias ordinárias e, até lá, o inelegível Arruda pode “ciscar” de cidade em cidade, mas sem nenhuma serventia.
Claro que pesquisa não elege ninguém. O que vale é o voto nas urnas no dia 4 de outubro. Mas os números deixam uma mensagem: Celina lidera com e sem Arruda e, quando o inelegível sai da equação.
]A matemática, neste caso, é um argumento certo e infalível. Confira>

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