Uma passageira relatou em uma rede social que precisou assumir a direção de um carro por aplicativo, após perceber que o motorista cochilava diversas vezes enquanto dirigia. O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira (26) com a jornalista Tainá Morais, de 28 anos.
A usuária solicitou um carro particular, que iria de Samambaia Sul para o Lake Side, por volta das 2h. Durante o percurso, ela percebeu que o motorista fez um zigue-zague no meio da pista, no momento em que passavam pela Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB).
Ao perceber que os cochilos ficavam cada vez mais frequentes, Tainá relatou que passou a ficar mais atenta à viagem. “Quando passamos do Zoológico ele quase saiu da pista e íamos cair no viaduto, foi quando pedi para ele parar e perguntei se queria que eu assumisse a direção para não corrermos mais riscos”, explica a passageira.
Faltando cerca de 20 minutos para chegar ao destino final, a jornalista trocou de lugar com o motorista da Uber e assumiu o volante, onde levou o carro até o seu destino final, no Lago Paranoá. A corrida custou R$ 50 e foi paga em dinheiro, via pix, para o condutor do veículo.
Tainá lembra do risco que correu com as manobras perigosas durante o cochilo do condutor. “Talvez se eu não tivesse percebido, poderia ter acontecido um grave acidente, colocando em risco não só a minha vida, mas também a de outros motoristas que poderiam passar pelo local naquele momento”, completa a moradora de Samambaia.
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De acordo com o advogado Anderson França (OAB/DF 67236), a Uber seria responsável por um eventual acidente, caso houvesse falha no serviço prestado pela empresa. “Se for configurado alguma lesão, a passageira pode ser indenizada por dano moral, material ou estético. Porém, cabe uma avaliação para saber se o motorista estaria seguindo os protocolos de segurança estabelecidos pela empresa”, avalia o especialista em indenizações.
Em casos de acidentes ou qualquer problema com os serviços da Uber, o consumidor pode acessar o Reclame AQUI no próprio aplicativo. Segundo o site oficial da empresa, todos os parceiros passam por um processo de cadastro de várias etapas antes de aceitar a primeira viagem, que envolve checagem de apontamentos criminais e análise da CNH.

