Para reivindicar reajuste salarial de 10,9%, os aeronautas fizeram uma paralisação, das 6h às 8h, no Aeroporto de Brasília nesta segunda-feira (19). A diferença cobrada corresponde à recomposição inflacionária anual de 5,9%, somada a um aumento real de 5%.
A Inframerica, concessionária do terminal aéreo, emitiu nota atualizada da situação. Durante todo o dia, há 367 voos previstos.
Das 6h às 10h, a paralisação provocou 18 atrasos em decolagens, 16 em pousos e três cancelamentos.
Logo pela manhã, pilotos, copilotos e comissários de bordo de voos com origem no Distrito Federal se reuniram no saguão do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, antes de seguirem para os portões de embarque.
De acordo com a Inframerica, apesar da paralisação, o terminal funciona normalmente nesta segunda-feira. Mesmo com o fluxo intenso de passageiros, não há registros de confusão.
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Equipes do Departamento de Trânsito (Detran) e a Polícia Federal reforçam a vigilância em todo o perímetro local. Não há registro de bloqueios em vias ou nos pontos de acesso à área de embarque e check-in.
O diretor de relações institucionais do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Tiago Rosa afirma que uma decisão liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) estipulou mínimo de 90% das equipes em serviço durante a paralisação.
“Nossa greve foi planejada cumprindo essa liminar. Fizemos [a paralisação] com um número reduzido de tripulantes, horas e de aeroportos. Em nossos cálculos, nesse formato, cumprimos com êxito a determinação da ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi do TST”, afirma Tiago.
A categoria ressalta que os altos preços das passagens aéreas têm gerado grandes lucros para as companhias e consideram que os profissionais ficaram para trás. Os aeronautas destacaram o trabalho durante a pandemia, pois o setor da aviação não parou, apesar de reduções de salário.

