No Distrito Federal, menos da metade das mulheres que se casam escolhem adotar o sobrenome do marido.
Os dados são da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), na década, esse percentual foi de 43,9% entre 2011 e 2020.
O percentual entre os homens é ainda menor. No ano passado, apenas 0,7% adotaram o sobrenome das esposas.
A mudança dos sobrenomes por ambos os cônjuges foi a escolha de 8,3% dos noivos em 2021.
A maior parte dos casais preferem manter os sobrenomes da própria família. São 55%. O levantamento foi divulgado na última sexta-feira (1º).
LEIA MAIS| Polícia
- Código IMEI ajuda a Polícia Civil a rastrear seu celular roubado
- GDF oferece bolsas de estudo em cursos de graduação no UDF
- Plataforma agiliza retirada de medicamentos de alto custo no DF
- Pixel Show vai reunir diferentes gerações no Mané Garrincha
- Inscrições para passeio ciclístico do DER serão abertas na segunda-feira (18)
Os dados mostram uma tendência de queda no número de mulheres que assumiram o nome do esposo.
A Arpen-Brasil revela que a mudança ocorreu após a publicação do Código Civil de 2002, que permitiu que as mulheres optassem sobre a adoção do sobrenome.
Há 20 anos o percentual de mulheres que adotavam o sobrenome do marido no casamento representava 78,2% dos matrimônios.
A publicação do atual Código Civil, é permitido que qualquer um dos cônjuges acrescente o sobrenome do outro.
O presidente da Associação, Gustavo Renato Fiscarelli diz que “no caso dos casamentos, foi nítido o caminhar da sociedade no sentido de maior igualdade entre os gêneros, com a mulher deixando de estar submissa ao marido e assumindo um papel de protagonismo na vida civil”.
A pessoa que altera um nome deve providenciar a alteração de todos os documentos pessoais.

