Leandro Grass chegou à reta final da campanha ao Governo do Distrito Federal pedindo PIX ao pobre do eleitor. O apelo, feito em vídeo, revela o desespero e a fragilidade de uma candidatura que parece ter sido deixada à própria sorte pelo PT justamente no momento em que mais precisava de apoio.
“Vou ser sincero com você. Os nossos recursos financeiros são limitados”, diz o candidato, antes de pedir contribuições de R$ 10, R$ 15, R$ 30 ou R$ 50″, diz.
A cena é constrangedora. Em vez de apresentar propostas capazes de convencer o eleitor, Grass termina correndo o chapéu pedindo dinheiro para manter sua candidatura.
O discurso de que não tem banqueiros, grandes empresários ou a máquina pública tenta transformar dificuldade financeira em virtude política.
Mas levanta uma pergunta: onde está o partido que passou a campanha inteira falando em democracia, justiça social e defesa dos trabalhadores?
O PT recebeu centenas de milhões de reais do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário.
São recursos públicos destinados ao funcionamento da legenda e às disputas eleitorais.
Diante disso, o apelo de Grass reforça a impressão de que o candidato não recebeu o respaldo financeiro que esperava.
Ele reclama de não ter um banqueiro amigo ou um grande empresário para financiar sua campanha. Mas fica a pergunta: e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apontado como próximo de Lula e do Lulinha?
Pedir doações é permitido. O problema é terminar a campanha recorrendo ao bolso do eleitor que também enfrenta contas, dívidas e dificuldades para fechar o mês.
Quando o PT não sustenta seu candidato, é sinal de que a campanha de Leandro Grass já foi a pique antes dos resultados das urnas.
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