José Roberto Arruda vive um dos capítulos mais melancólicos de sua trajetória política. De ex-governador do Distrito Federal a garoto-propaganda do PT, ele parece não perceber que seu prazo de validade se esgotou.
Com a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, com base na Lei da Ficha Limpa, Arruda ficou impedido de disputar as eleições.
Seus problemas judiciais comprometem seus planos até 2032, alcançando também a próxima disputa pelo Palácio do Buriti, em 2030.
Agora, o antigo chefe do Buriti aparece por 4 segundos na propaganda eleitoral de Leandro Grass (PT), exibindo sua raiva contra Celina Leão (PP) e tentando explicar por que não vota nela.
Arruda acredita que a sua indignação meteórica na propaganda eleitoral do PT ainda é capaz de arrastar multidões.
A política não funciona como uma procuração em branco, na qual o eleitor obedece cegamente à vontade de um antigo líder fracassado em final de carreira.
Arruda parece não ter entendido que parte de sua antiga força ficou pelo caminho. Migrou para Celina, que acolheu a todos de braços abertos.
Os sucessivos tropeços, as decisões equivocadas e os desgastes judiciais afastaram aliados que antes disputavam espaço ao seu lado.
Muitos dos chamados “arrudistas” simplesmente desarrudiaram e seguiram adiante.
Ao emprestar sua imagem a Grass, Arruda tenta mostrar que ainda tem influência, mas não passa de uma tentativa.
A política costuma ser implacável com quem confunde passado de poder com estelionato eleitoral permanente.
Arruda já ocupou o centro do poder político do DF, mas veja em que ele se transformou: virou “papagaio de pirata” de uma campanha alheia, tentando convencer o eleitor de que ainda manda onde já não manda mais. Ah, para com isso, Arruda!
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