Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

A 9 dias da eleição e sem chance, Grass começa a ser abandonado

O maior erro de Grass, foi ter  mandado trocar a identidade visual da campanha, trocando o vermelho do PT pelo laranja do PSB de Rollemberg. A militância petista não aprovou 

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Ao perceber que a militância petista raiz do Distrito Federal não parece tão empenhada em vestir a camisa de sua candidatura, Leandro Grass, ex-integrante do Partido Verde e agora candidato do PT, resolveu mudar de cor.

O vermelho, símbolo tradicional do partido, perdeu espaço para o laranja, tonalidade associada ao PSB do ex-governador, o derrotado Rodrigo Rollemberg.

A decisão de Grass foi uma espécie de chumbo trocado contra os petistas raiz que nunca o engoliram, mesmo tendo sido ele uma indicação do Lula.

Mas nada é coincidência na mudança de cor. A simbiose entre Grass e Rollemberg vem de longa data, muito antes de 2014, quando o “socialista” foi eleito governador do DF.

Grass participou da elaboração do programa de governo desastroso, que se notabilizou como o pior governo da história do Distrito Federal.

Antes mesmo de Lula anunciar seu apoio a Grass, em janeiro de 2025, o candidato já teria uma alternativa na manga: deixar o PV e migrar para o PSB, com a perspectiva de disputar o governo em 2026.

Com a chancela presidencial, Grass ingressou no PT e ocupou o espaço que antigos quadros da legenda, como Geraldo Magela, também pretendiam disputar o GDF.

O problema é que ganhar a indicação de Lula dentro do PT, não significa conquistar a confiança de toda a militância.

Nos bastidores, a falta de entusiasmo de parte dos petistas é patente e falta engajamento na campanha.

De nada adianta, por exemplo, implorar para que Arruda peça votos para ele, como se o inelegível ainda contasse com a confiança de seguidores que, mais uma vez, acabaram vítimas de um conto do vigário.

A pá de cal na campanha de Leandro Grass veio com os números da pesquisa Datafolha, que mostram Celina Leão na liderança, com ampla vantagem sobre o candidato petista.

Celina tem 55% das intenções de voto, ante 37% de Leandro, brancos e nulos são 5% e indecisos, 3%.

Celina foi a candidata mais votada no 1° turno, com 49,93% do total de votos válidos, seguida por Leandro, com 34,47% (Fonte: TSE).

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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