A entrevista de Leandro Grass (PT) ao DF2, da TV Globo, nesta sexta-feira (16), expôs um dos pontos mais delicados de sua candidatura ao Governo do Distrito Federal: o péssimo legado da trágica gestão de Agnelo Queiroz (PT), que governou a capital entre 2011 e 2014.
Ao responder sobre educação, transporte público e situação fiscal, Grass reconheceu falhas administrativas inaceitáveis e admitiu problemas de planejamento.
As respostas revelaram o desconforto de defender o próprio partido, que tenta voltar ao poder, sem assumir integralmente seus passivos.
O momento mais sensível envolveu a situação financeira herdada daquele governo.
Grass reconheceu que faltaram planejamento e adequação diante da queda da arrecadação federal e local, com impacto também sobre o Fundo Constitucional. Atribuiu a culpa ao governo de Dilma Rousseff, também do PT.
O candidato precisou admitir que medidas anunciadas pelo governo petista na época não foram plenamente executadas por desleixo, inclusive os reajustes dos servidores, que foram vítimas de um calote histórico só sanado em 2019.
Na educação, Grass reconheceu a piora dos indicadores durante o governo do PT, sobretudo no ensino médio, e criticou a aplicação dos recursos disponíveis.
Naquele período, só para refrescar a memória do brasiliense, uma greve terminou com um confronto violento contra os docentes, categoria da qual ele faz parte.
No transporte, afirmou que teria conduzido de outra forma o modelo de concessões implantado naquele período.
Durante a entrevista, o que se viu foi o candidato do PT exposto a uma contradição a cada pergunta.
Então, que moral tem Leandro Grass para convencer o eleitor a acreditar no mar de rosas prometido em seus discursos?
Que moral tem Leandro Grass para atacar a sua adversária Celina Leão (PP) e o atual governo? Nenhuma!
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