A possível derrota eleitoral já provoca movimentações dentro do PT. No plano nacional e no Distrito Federal, o resultado das urnas pode abrir uma disputa pelo comando do partido.
No plano nacional, uma ala petista discute afastar Edinho Silva da presidência e antecipar a eleição interna caso Lula perca para Flávio Bolsonaro (PL).
A insatisfação envolve a condução da campanha presidencial, criticada inclusive pelo próprio Lula.
No DF, segundo informações de bastidores, algumas correntes também estariam se articulando para substituir Guilherme Sigmaringa na presidência regional. Essa movimentação, porém, não é confirmada publicamente.
O desgaste tem relação com a candidatura de Leandro Grass ao Buriti.
Em outubro de 2025, a direção nacional recomendou suspender as prévias que colocariam Grass e Geraldo Magela em disputa.
Entre críticos internos, Grass é visto como um nome que não construiu raízes suficientes na militância petista.
Essa avaliação ajuda a explicar a resistência e o corpo mole de setores do partido, em relação a campanha de Leandro Grass.
É sabido que parte da militância concentra esforços apenas na campanha presidencial. Grass enfrenta Celina Leão (PP), que lidera com ampla vantagem a disputa pelo Buriti.
No PT, a provável derrota de Grass e de Lula pode deixar de ser apenas eleitoral e virar uma briga de foice no escuro.
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