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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Ronaldo Caiado se fortalece no vácuo deixado por Bolsonaro e Tarcísio

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, surge como o principal nome da direita e do centro após a prisão de Jair Bolsonaro e diante da indecisão do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas sobre disputar a Presidência da República em 2026.

Caiado pode ter o apoio de bolsonaristas, conservadores moderados e do “centrão” diante de uma possível desistência do governador paulista.

O governador goiano, que combina postura firme na segurança pública e com diálogo político, pode se tornar a alternativa viável para unir segmentos interessados em enfrentar Lula na eleição de 2026.

Entre apoiadores de Caiado, cresce a percepção de que seu perfil conservador, aliado a resultados administrativos, oferece um caminho confiável para consolidar uma candidatura competitiva capaz de reorganizar forças políticas após o impacto da prisão do ex-presidente.

A segurança pública tornou-se o principal trunfo de Caiado, especialmente após os confrontos no Rio de Janeiro envolvendo o Comando Vermelho.

O governo goiano também tem sido bem avaliado pela política rígida na área, marcada pelo lema: “Em Goiás, bandido não se cria”.

Com posicionamento conservador e defesa da anistia aos condenados de 8 de janeiro, Ronaldo Caiado amplia sua influência dentro da direita ao atrair grupos que buscam liderança sólida diante do novo cenário político nacional.

Ratinho Junior (governador do Paraná), Romeu Zema (governador de Minas) e o senador Flávio Bolsonaro seguem no radar, compondo um quadro competitivo em consolidação, mas é com Caiado que o campo da direita pode se reorganizar neste momento de turbulências.

Caiado, se manifestou após a prisão de Bolsonaro na manhã de sábado (22), mesmo dia que ele teve que ser internado as pressas em um hospital de São Paulo, diagnosticado com fibrilação atrial (arritmia cardíaca).

O governador afirmou que a prisão “é mais um triste capítulo da vida política nacional.” Também disse que o processo de condenação a 27 anos e três meses e prisão domiciliar é “uma clara tentativa de envergar a sua dignidade”.

Caiado se submete a uma cirurgia nesta segunda (24).

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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