O senador Izalci Lucas (PL-DF) atravessa um momento de evidente desgaste político. Com o mandato no Senado Federal se encerrando em 2027 e sem uma base eleitoral consistente que lhe assegure a reeleição em outubro de 2026, ele tenta se apresentar como “candidato” ao governo do Distrito Federal.
No entanto, a narrativa não cola. É mais um capítulo da mesma ladainha antiga: o sonho recorrente de governar o DF que, na prática, nunca sai do sonho.
Em 2022, quando estava no meio do mandato de senador, disputou o Palácio do Buriti pelo PSDB. Foi um fiasco: obteve apenas 70.584 votos, o equivalente a 4,26% dos válidos.
Izalci ficou em sexto lugar, atrás até de nomes com menor visibilidade. O eleitorado brasiliense rejeitou a proposta na época e, quatro anos depois, o cenário não parece diferente.
A questão central agora é: por qual partido Izalci vai disputar?
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Ele está filiado ao PL, mas o partido no Distrito Federal não é controlado por Valdemar Costa Neto, e sim pela ala bolsonarista liderada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
E Michelle já marchou, de forma clara e repetida, ao lado da governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição.
O PL-DF reforça o apoio à atual gestora e não abre espaço para uma candidatura própria de Izalci ao Buriti.
O senador alega bom desempenho em uma fajuta pesquisa, a Maritá, que chegou a confundir o DF como um estado e deputados distritais como deputados estaduais.
Porém, a reação foi imediata: Michelle reafirmou o compromisso com Celina. Não há sinal de que o partido nacional vá impor uma candidatura que contrarie a base local mais fiel ao bolsonarismo.
Como todos sabem que Izalci troca de partido, como quem troca de camisa, o “tucano” deve puxar a corda até o último momento para pular fora do PL e seguir para o Avante de Gim Argelo ou para o PSD do inelegível Arruda.



