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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Quatro anos sem ele: Que saudade da saúde pública de Jofran Frejat

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Se há um nome que ainda ressoa nas memórias dos moradores do Distrito Federal, que parece florescer como as flores de um jardim bem cuidado, é o de Joaquim Roriz, o “pai dos pobres”.

No entanto, ao seu lado surge um rival digno de respeito e consideração popular, o médico e ex-secretário de saúde Jofran Frejat.

Frejat, que faleceu em 23 de novembro de 2020, ainda é uma figura mítica entre os brasilienses, lembrada pelo seu envolvimento e contribuições à saúde pública e ao país.

O médico que teve quatro passagens pela Secretaria de Saúde e cinco mandatos como deputado federal, faleceu aos 83 anos.

Em 2018, quando voava alto nas pesquisas de intenções de votos para ser governador, decidiu chutar o pau da barraca.

Com uma frase digno de um best-seller, “Não Vendo Minha Alma ao Diabo”, ele abandonou a campanha, deixando uma grande quantidade de admiradores e adversários perplexos.

Um verdadeiro gênio da política que, aos 81 anos, desafiava a lógica da idade e se lançou à disputa eleitoral de 2018 ao Buriti.

Com a energia de um jovem, ele liderou o grupo político mais sólido da época e deixou no chinelo o seu principal oponente, o então governador Rodrigo Rollemberg (PSB), com uma candidatura insignificante.

Falar de Frejat é relembrar a eficiente história da saúde pública brasiliense, referência para o país, que atendia a população pobre e rica da cidade.

Não tinha mágica, apenas gestão. Era o tempo de Jofran Frejat, médico-cirurgião, pós-graduado pela Universidade de Londres em 1972, titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Internacional de Cirurgiões.

Frejat tinha a profissão como um sacerdócio. Apesar de ter exercido cinco mandatos como deputado federal, sua atuação política era predominantemente voltada para a saúde ou para a defesa dela.

Nesse longo período de militância médica e comprometimento com a saúde das pessoas, Frejat construiu a maior e mais eficiente rede de saúde pública da “capital da esperança”.

O sistema único de saúde (SUS) e a Assistência de Atenção à Saúde, idealizado e implantado por ele, funcionava para todos, sem distinção.

Isso tudo em um período em que a saúde nem imaginava ser contemplada com parte do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), criado em 2003.

No mês de novembro de 2020, Frejat faleceu.

Deixou um grande legado na área da saúde pública e, apesar de todos os secretários que o sucederam, sejam eles de carreira ou não, nenhum conseguiu demonstrar a mesma eficácia.

Apesar dos enormes investimentos em aquisição de equipamentos, nomeação de centenas de profissionais, construção de hospitais e UPAS nos últimos seis anos, a saúde parece estar afetada por uma paralisia cerebral.

No “pós Frejat”, a saúde ainda é um dos principais problemas de qualquer governo ou governante.

É só olhar para a longa fila de espera por uma cirurgia eletiva, onde as pessoas se concentram como gado a caminho do abatedouro.

A secretária Lucilene Florêncio, que tomou posse com o compromisso de vencer as filas, são as filas que a vencem nesta disputa ingloria.

Dessa forma, no próximo dia 23 de novembro, data da morte deste grande homem, haverá uma coroa de flores sob o seu túmulo no Cemitério da Esperança. “Que Saudade de Jofran Frejat!”. O Radar DF faz questão de encomendá-la.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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