Apesar da prisão preventiva mantida por um juiz de custódia na sexta-feira (25), o Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal não concordou com as exigências da Secretaria de Mulheres e da Executiva da Juventude do partido, que pedem a expulsão imediata do vice-presidente da legenda, Wilmar Lacerda.
O partido optou apenas pelo afastamento cautelar, “até que se esclareçam os graves fatos noticiados”.
Segundo informações, a Executiva do PT no DF, vai seguir as ordens da Executiva Nacional do partido, comandada pela deputada Gleisi Hoffmann que optou pela não expulsão de Wilmar.
Os petistas ainda não acreditam nas denúncias de crimes sexuais contra meninas, supostamente aliciadas por Lacerda e um amigo dele de 61 anos.
Vão na mesma linha dos advogados de defesa ao afirmarem que as denúncias contra Lacerda “são equivocadas e fantasiosas deduções elásticas”.
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No entanto, o processo, que está sob sigilo de justiça por envolver crianças e adolescentes, convenceu a Corte a determinar a prisão preventiva do vice-presidente do PT, que ocorreu na quinta-feira (24), durante a “Operação Predador”, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal.
A Executiva da Juventude do PT-DF solicitou, em nota, que Wilmar Lacerda fosse expulso imediatamente do partido.
“Atitudes como essas não são coerentes com as bandeiras históricas do nosso partido”, afirma em nota.
A Secretaria de Mulheres do Partido no Distrito Federal também requereu a expulsão do vice-presidente.
Contudo, a decisão da Executiva do PT permanece limitada ao afastamento, banalizando as exigências de setores do partido, bem como a gravidade das denúncias que foram objeto de inquérito no âmbito do Ministério Público e da Justiça.



