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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

PSD-DF vive esvaziamento e caos político após chegada do inelegível Arruda

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Desde que Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, decidiu realizar uma espécie de “intervenção branca” no diretório do partido no Distrito Federal, as relações internas da legenda mudaram significativamente.

A mudança ocorreu após Kassab conceder a José Roberto Arruda, considerado inelegível por decisão unânime da 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), total poder de mando na legenda como candidato ao Palácio do Buriti.

Nesse cenário, um acordo foi selado: como contrapartida, o partido teria a obrigação de eleger André Kubitschek, filho de Paulo Octávio, como deputado distrital.

Paulo Octávio continua sendo o presidente do PSD no DF, mas nos moldes de uma “rainha da Inglaterra”: reina, mas não governa, dizem os fofoqueiros da política brasiliense.

Nos preparativos para as eleições de 2026, de acordo com imposições de Kassab, a legenda terá que eleger ao menos um deputado federal e um deputado distrital, uma tarefa difícil por falta de candidatos que queiram carregar os fardos.

Até agora, nem mesmo os bambambãs do PDS, como Paulo Octávio, Arruda e Luiz Pitiman sabem quem ou como eleger alguém, já que o partido, até agora, não conseguiu montar nominatas paras as disputas proporcionais.

Faltam apenas sete meses para registro de candidaturas. Faz muito tempo que o PSD não elege um deputado federal no DF.

Ademais, um partido precisará conquistar cerca de 190 mil votos para eleger um parlamentar federal na eleição deste ano.

Na disputa por uma cadeira na CLDF, há uma percepção clara de que, com a chegada de Arruda ao partido, André Kubitschek, atual secretário de Juventude do governo Ibaneis Rocha, ainda não sabe de que lado vai marchar.

Resta saber se ele ficará ao lado de Celina, candidata à sucessão de Ibaneis e líder em todas as pesquisas, ou se prefere nadar, nadar e acabar morrendo na praia ao lado do inelegível. Saiba por quê.

Após a entrada de Arruda no partido, deputados distritais do PSD, como Robério Negreiros e Jorge Vianna, tomaram rumos diferentes.

Além disso, o ex-deputado distrital e atual secretário de Cultura, Cláudio Abrantes, também deixou a legenda.

O PSD esvaziou-se consideravelmente com a chegada do inelegível.

Há informações de que o advogado Lucas Kontoyanis, uma espécie de CEO da política brasiliense, teria sido convidado por Arruda para tentar arrumar a casa. Paulo Octávio, no entanto, deu nota e tudo, contestando essa versão.

O que se sabe é que o PSD precisará alcançar cerca de 70 mil votos para eleger um deputado distrital.

André Kubitschek pode ser o eleito, mas isso dependerá dessa votação.

Na eleição passada, ele obteve apenas 21 mil votos como candidato a deputado federal.

Como se vê, o PSD-DF enfrenta uma dupla crise existencial em pleno ano eleitoral: a falta de candidatos dispostos a disputar as eleições e a insegurança jurídica provocada pela inelegibilidade de José Roberto Arruda.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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