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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

PSD-DF não embarca com Arruda e espera decisão de Cármen Lúcia, diz PO

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Enquanto os blogs apontados como “pagos por José Roberto Arruda” bombam com supostas “declarações exclusivas” do presidente do PSD-DF, Paulo Octavio (PO) resolveu falar claro e alto nesta terça-feira (24).

O recado foi cirúrgico: não houve qualquer menção de apoio à candidatura do inelegível ex-governador. Ponto final.

PO negou categoricamente ter feito qualquer declaração favorável a Arruda.

“Houve uma deturpação completa das minhas palavras durante a filiação de Fátima Có ao PSD.” Eu não fiz declaração nenhuma ao Arruda. Por enquanto, apoio Celina e não há apoio definido a nenhum candidato”, afirmou o presidente do partido no Distrito Federal.

O histórico:

  • Arruda é hoje inelegível pela Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010).
  • Condenado em primeira e segunda instância por corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa no escândalo conhecido como “mensalão do DEM-DF”,  aquele mesmo que o levou à prisão preventiva em 2009 e o tirou do cargo de governador, Arruda cumpre o prazo de inelegibilidade decorrente de sentenças transitadas em julgado ou ainda em fase de recurso.
  • Enquanto a ministra Cármen Lúcia, relatora no Supremo Tribunal Federal, não bater o martelo sobre o último recurso de elegibilidade, Arruda simplesmente não pode ser candidato. Qualquer filiação ou apoio prematuro seria não só irresponsável como juridicamente arriscado para o PSD.

É exatamente por isso que Paulo Octavio conforme declarou, decidiu esperar. “O partido está na espera do compasso sobre a definição da elegibilidade de Arruda, cujo processo continua com a ministra Cármen Lúcia”, explicou.

Traduzindo: nem mesmo o PSD-DF, está convicto no seu candidato ao Buriti, que segue inelegível e que pode ser definitivamente barrado pelo STF.

Paulo Octavio não esconde a preocupação com o momento delicado do partido. Três deputados distritais deixaram a legenda recentemente por causa da chegada de Arruda, enfraquecendo o poder de fogo do PSD na Câmara Legislativa.

“A saída de três deputados enfraqueceu o partido, mas reafirmei minha posição como presidente e meu compromisso com o PSD”, disse PO, sem rodeios.

Ele reconhece o baque, mas não se dobra. Pelo contrário: está 100% focado em um único objetivo concreto e viável, eleger o filho, André Kubitschek, deputado distrital.

“Não me considero candidato a nada. Meu foco é único e exclusivo no projeto de André Kubitschek, que deseja ser deputado distrital”, resumiu o dirigente.

Ainda no papo com o Radar DF, o presidente não deixou de cutucar quem está por trás da onda de declarações suas não dadas: “As matérias que estão saindo em alguns blogs foram plantadas”.

E completou, com uma pitada de ironia e desapontamento: “Lamento que seja necessário plantar notícias para conquistar o meu apoio. Continuo na base aliada do governo Ibaneis e mantenho minha amizade e respeito pelo presidente Kassab.”

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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