Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Por que o Maranhão é o estado mais pobre do país? Roberto Rocha explica

Ex-senador Roberto Rocha critica a classe política do Maranhão por explorar a pobreza em vez de promover soluções para incluir os maranhenses na riqueza do estado. Com renda média de R$ 409 e 30% em insegurança alimentar, o Maranhão segue como o mais pobre do Brasil.

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“A classe política do Maranhão muitas vezes parece mais interessada em explorar a pobreza do que em criar soluções para que os maranhenses sejam sócios da sua própria riqueza”, dispara em um vídeo (veja abaixo) o ex-senador Roberto Rocha.

A crítica contundente revela o cenário em que a política no estado, segundo ele, “é feita para os políticos e não para o povo”.

Essa realidade, marcada pela má gestão e pela falta de foco no desenvolvimento coletivo, mantém o Maranhão como o estado mais pobre do Brasil, mesmo com um PIB estadual relativamente alto.

A estagnação econômica e social, agravada por décadas de prioridades equivocadas, impede que a população local colha os frutos da riqueza gerada em seu território.

Apesar da redução da extrema pobreza em 2023, os desafios históricos do Maranhão persistem.

O estado registra a menor renda média mensal do país, apenas R$ 409, e uma alta concentração de pobreza.

Cerca de 30% da população enfrenta insegurança alimentar, enquanto a desigualdade na distribuição de renda contribui para a baixa qualidade de vida.

“O PIB per capita do Maranhão é o menor do Brasil porque a maioria dos maranhenses não participa da riqueza que o estado produz”, explica Rocha.

Dados recentes confirmam que, mesmo com avanços pontuais, a exclusão econômica e social permanece como um entrave ao progresso, reforçando a necessidade de mudanças estruturais.

Para romper esse ciclo, Roberto Rocha aposta em iniciativas como as Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), cuja implementação no Brasil foi viabilizada por uma lei de sua autoria, aprovada em 2020.

“As ZPEs são distritos industriais voltados para o mercado externo, projetados para impulsionar exportações e inserir o Maranhão no comércio global”, afirma o ex-senador.

A ZPE de São Luís, segundo ele, é um passo crucial para transformar a economia local, a exemplo do que ocorreu em Balsas, onde investimentos em logística e agronegócio elevaram o PIB per capita.

“Precisamos de políticas que façam o povo maranhense se beneficiar da sua própria riqueza. A ZPE não é só uma estratégia econômica, é uma chance de justiça social”, conclui Rocha, destacando o potencial da iniciativa para mudar a realidade do estado.

 

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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