Os atos de 8 de janeiro contra a democracia, que levou à cadeia centenas de pessoas, acusadas no quebra-quebra das sedes dos Três Poderes da República, o senador e ministro da Justiça Flávio Dino(PSB), apareceu como o homem mais poderoso da República.
Os holofotes focados no ex-governador do Maranhão, 24 horas por dia, em todos os veículos de comunicação de massa, no âmbito do território nacional e até internacional, dava a impressão que a foice e martelo, ex- simbolo do comunista Flávio Dino, brilhava mais que a estrela vermelha de Luís Inácio Lula da Silva que acabava de ser empossado, pela terceira vez, como presidente do Brasil.
Embora não se manifeste publicamente, o núcleo raiz do Partido dos Trabalhadores começa a se incomodar com os movimentos políticos e midiáticos do ministro da Justiça.
A história dos atos violentos de 8 de janeiro já perdeu força, mais Flávio Dino montou um bom marketing, encastelado no seu ministério, que sabe usar as redes sociais de forma mais eficaz do que a usada em torno do presidente Lula.
Ao contrário da maioria absoluta dos ministros, que dão espaços em suas redes sociais, para propagar a imagem do presidente, Dino prefere cultuar a dele própria.
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Na recente visita que fez as favelas do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, Flávio Dino surfou na popularidade ao lado de lideranças e ativistas de direitos humanos de dez comunidades cariocas. Cada movimento era um flash. Após isso só deu ele na mídia em embates rumoroso com bolsonaristas.
Até o caso das ameaças de morte de Moro, Dino capitalizou ao afirmar que foi a PF dele, como se não fosse um órgão de Estado, que descobriu tudo e prendeu quem ameaçava o ex-juiz da lava-jato e agora senador.
Uma voz importante do PT, nos confidenciou que ainda não é hora de o partido agir contra algumas luzes que tentam brilhar mais que Lula.
A menos de 100 dias no comando da Nação, o presidente vai continuar engolindo sapos até 31 de dezembro, prazo que o governo tem para consolidar a sua base aliada no Congresso Nacional, bem como aprovar projetos importantes que assegure a governabilidade e que melhore a economia do país.
No entanto, que ninguém duvide que a cabeça do ministro Dino possa rolar em uma bandeja.
O PT não deseja entregar o Poder, que conquistou após sete anos de interrupção, iniciado com os oito anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seis anos da ex-presidente Dilma Rousseff, arrancada por um impeachment.
Logo o projeto de poder do Partido dos Trabalhadores não cabe Flávio Dino, que faz salamaleques de olho no Planalto, e nem para os opositores que tentarão retomar o poder em 2026.
No Maranhão, o antidinismo já é uma realidade. A família Sarney começa a dar o troco pelos oito anos que foi jogada ao limbo pelo ex-governador.
Nos últimos 85 dias do governo Brandão, aliado dos sarney’s, o todo-poderoso ex-governador passa por um processo de lipoaspiração política, com a perda de aliados e de cargos importantes no governo maranhense. O baque é grande.
A disputa municipal, que se dará em 2014, nos 217 municípios do estado, já começou. O governador Carlos Brandão, embora sendo do mesmo partido de Dino, uso do pragmatismo para enterrar de vez o dinismo e impedir que ele crie folego para voltar ao Palácio dos Leões.
*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios políticos da capital federal. Siga o #radarDF



