Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Para falar com Lula, Ibaneis não precisa de Leandro Grass e nem de Magela

Publicado em

O governador Ibaneis Rocha(MDB), reeleito no primeiro turno das eleições, não irá precisar da interlocução do candidato derrotado Leandro Grass(PV) ou do petista Geraldo Magela, que se intitulam porta-vozes de Lula no DF.

“O governador manterá diálogo pelas vias institucionais com o presidente eleito, no mesmo formato que manteve com o presidente Jair Bolsonaro”, disse nesta segunda-feira(02), um auxiliar político do governador Ibaneis Rocha, ao RadarDF.

Tanto Leandro Grass como Geraldo Magela vem pregando, por meio da imprensa, que o governador reeleito, Ibaneis Rocha (MDB), será cobrado para estar disponível a receber os recursos e as políticas públicas que Lula poderá trazer para a capital federal.

Assim como tratou de pautas importantes com o presidente Bolsonaro, o governador já deixou claro que vai continuar lutando pelos recursos da União para tocar as obras de infraestruturas que deverão se avolumar ainda mais no seu segundo governo.

O governador emedebista também já disse que marcará presença numa eventual reunião com o presidente eleito e outros 26 governadores.

A reunião ainda não tem data marcada. Ela partiu de uma iniciativa do próprio Lula.

As pregações eleitoreiras de Grass e de Magela, ao se autoproclamarem no DF como arautos do próximo governo federal, vão à contramão do esforço que o presidente eleito já está fazendo para buscar os apoios políticos partidários, que possam ajudar a aprovar, as pautas necessárias para o seu primeiro ano de governo.

Apesar de Lula ter vencido as eleições, com uma frente partidária de esquerda, essas forças políticas não são suficientes para a sua boa relação com o Congresso.

O primeiro teste de fogo de Lula é o de buscar apoio para aprovar o orçamento de 2023, que lhe possibilite a pagar as despesas das promessa de campanha.

O presidente eleito prometeu, por exemplo, a manutenção do “Auxilio Brasil” de R$600 e o aumento real do salário mínimo acima da inflação.

Lula já está falando com Baleia Rossi, presidente do MDB, partido de Ibaneis Rocha.

Também já está falando com Gilberto Kassab, presidente do PSD e já flerta com o pessoal do “Centrão”.

É dialogando com governadores e com os partidos que Lula terá a ajuda para atravessar os 100 terríveis dias que todo governante tem que enfrentar ao ser eleito. Daí quer criar sólidas pontes sem cor partidárias.

Dito isto, a conversa é mais em cima do que o inexperiente Leandro Grass e o politicamente ultrapassado Geraldo Magela, pensam.

Se Lula foi eleito presidente do Brasil, Ibaneis e mais 26 governadores foram eleitos ou reeleitos para governar os seus Estados e DF.

Como alguém que irá ocupar o cargo de presidente, pela terceira vez, no dia 1º de janeiro, do próximo ano, Luis Inácio Lula da Silva sabe da importância dos governadores e de seus respectivos partidos.

Está na hora de Grass e Magela descerem do palaque da derrota e deixarem de atrapalhar o o novo presidente.

O governador reeleito, Ibaneis Rocha, é o único com autoridade, como gestor do DF, para tratar diretamente com Lula sobre as políticas públicas que a União tem a obrigação de destinar ao nosso Quadrado.

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios jornalísticos e políticos da capital federal. Siga o #RadarDF

 

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Pesquisa registra melhora na aprendizagem dos estudantes após restrição a celulares

A implementação da Lei nº 15.100/2025, que regulamenta o uso de aparelhos eletrônicos portáteis nas...

Mais Radar

Desprezo pela rica cultura mantém Maranhão preso à extrema pobreza

O ativista cultural Herbert de Jesus Santos reage ao abandono do patrimônio cultural e turístico de São Luís e cobra respeito à história, aos artistas e às tradições que poderiam transformar a cultura em desenvolvimento e oportunidades.

Briga com Michelle explode e deixa Flávio Bolsonaro sem vice mulher

Racha entre Flávio e Michelle Bolsonaro mexe com a campanha: após vídeo em que ex-primeira-dama relata maltrato, a senadora Tereza Cristina teria recuado e ficado sem interesse na vice de Flávio à Presidência.

A sobrevivência do PSB no DF e a tentativa de reeleger Rollemberg

O PSB do DF aposta em uma estratégia para manter Rodrigo Rollemberg na Câmara. A candidatura ao Buriti do "bocudo"  Ricardo Cappelli aparece como um palanque itinerante e para-choque de quem conseguiu ser o pior governador da história do DF.

Mexeu com uma, mexeu com todas: a força unida de Michelle, Celina e Damares

Michelle, Celina e Damares selam pacto estratégico no DF. Para além do slogan "mexeu com uma, mexeu com todas", a união dessas três líderes redesenha a força feminina da direita conservadora no cenário local e nacional.

A inelegibilidade imposta pela Justiça que ainda dói no lombo de Arruda

Arruda voltou a criticar quem o chama de inelegível. Mas decisões da Justiça seguem sustentando sua situação jurídica. Bloquear jornalistas não muda os fatos nem apaga o peso da própria história.
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político