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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

O inelegível José Roberto Arruda também é “Master”, que o diga Flávia

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O ex-governador e inelegível José Roberto Arruda tem usado suas redes sociais para chamar o atual governo do Distrito Federal de “governo Master”.

A intenção é clara: a tentativa de colar a governadora Celina Leão (PP) ao maior golpe financeiro recente, aplicado pelo  ex-Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O caso envolveu a venda de títulos podres a diversas instituições, incluindo o Banco de Brasília (BRB).

A governadora que assumiu o governo há menos de duas semanas, determinou o afastamento de servidores do Banco de Brasília (BRB) suspeitos de envolvimento na fraude financeira que causou prejuízos à instituição.

“Quem estiver envolvido que pague pelo erro”, deixa claro Celina sobre a sua firme posição ao se referir o envolvimento do BRB no caso.

No entanto, é flagrante a má-fé de seus opositores, que não conseguem deter Celina, que lidera todas as pesquisas de intenções de votos na disputa pelo Palácio do Buriti.

O que Arruda “esquece” de mencionar é que ele próprio é “Master” por tabela. Sua ex-mulher, a ex-deputada Flávia Arruda (hoje Flávia Peres), é casada com o banqueiro Augusto Lima, que foi CEO do Master e sócio de Daniel Vorcaro.

Dados da Receita Federal revelam que o Banco Master declarou repasses de R$ 457,2 mil ao Instituto Terra Firme, ONG presidida por Flávia. O banco também enviou R$ 264 milhões, entre 2022 e 2025, à Terra Firme da Bahia Ltda., empresa de Augusto Lima ligada ao crédito consignado.

Arruda também não diz em suas postagens que, se o escândalo não explodisse, a sua ex- seria candidata a deputada federal pelo DF no mesmo partido do ex-marido, o PSD.

Como se vê, Arruda é um “candidato Master” no sentido mais completo da palavra. Ainda bem que a Justiça o mantém inelegível.

Em tempo: A 1ª Turma do STJ rejeitou recurso de Arruda e manteve a condenação por improbidade administrativa na Operação Caixa de Pandora, que investigou esquema de corrupção em seu governo em 2009. O  caso culminou com sua prisão, tornando-o o primeiro governador preso na história do Brasil.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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