Como acusações falsas feitas por delatores na justiça podem destruir a reputação, a carreira e a família de uma pessoa inocente.
O caso do ex-distrital Rogério Ulisses é um exemplo emblemático de como uma acusação de dez segundos, acolhida pelo Ministério Público, produz consequências avassaladoras que podem atravessar anos.
Esta semana, o pré-candidato a deputado distrital, Rogério, precisou gravar um vídeo para relatar a via-crúcis de quase 12 anos que enfrentou na Justiça, até ser declarado inocente em 2022.
A batida final do martelo do lento Judiciário soou quase como uma espécie de “desculpe por nossas falhas”, o que jamais devolverá o tempo e a dignidade perdida.
Dez segundos de uma falsa acusação foram suficientes para quase apagar 12 anos da vida de um cidadão.
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Para não se entregar à injúria e à difamação que se abateram sobre ele e sua família, Rogério se agarrou à sala de aula, onde continuou exercendo a profissão de professor de carreira da Secretaria de Educação do Distrito Federal.
“Doze anos de suspeita, por 10 segundos de fala de um homem que nem me conhecia. Isso quase apagou 12 anos da minha vida. “Fui investigado, fui julgado antes de qualquer prova”, relata ele em vídeo para explicar o seu retorno à vida política.
Rogério Ulisses viu sua carreira política em ascensão interrompida, em 2010, quando não conseguiu a reeleição devido à sua injusta expulsão do PSB, legenda comandada por Rodrigo Rollemberg.
Agora, depois de absolvido, Rogério diz estar pronto para voltar de cabeça erguida, sem mácula e com a experiência de quem atravessou a tempestade sem abandonar seus princípios.
O caso deixa uma lição: a Justiça pode reconhecer a verdade, mas ninguém devolve ao cidadão os anos que uma acusação injusta lhe roubou.



