Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Traição e traidores: o racha entre Gim e Arruda após registro de chapa

Publicado em

Nos bastidores da política do Distrito Federal, o que era tratado como uma aliança estratégica consolidada entre o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), pré-candidato ao Palácio do Buriti, e o presidente do Avante no DF, Gim Argello, virou um entrevero de punhaladas nas costas.

Fontes próximas aos dois lados descrevem um clima de tensão e acusações de traição depois que Arruda registrou, na calada da noite, a chapa majoritária tendo como vice o ex-deputado federal Luiz Pitiman (PSD), e não Jorge Argello, filho de Gim, como vinha sendo negociado.

A expectativa nos círculos políticos era de que o Avante, sob o comando de Gim, indicasse o nome da vice.

Em conversas anteriores e em articulações públicas, Jorge Argello aparecia como uma das opções fortes, ao lado do próprio Gim ou de outros arranjos envolvendo Paulo Octávio.

A convenção do PSD, chegou a lançar Arruda sem vice definido, com atas em aberto e menções à possibilidade de indicação do partido aliado.

O prazo legal para registro se estendia, e muita água ainda poderia passar sob a ponte, segundo o próprio Arruda em declarações à imprensa.

A surpresa veio com o anúncio de que Luiz Pitiman, ex-presidente da Novacap no governo Arruda e ex-secretário de Obras, seria o escolhido.

Para interlocutores de Gim Argello, o movimento foi feito de forma abrupta, sem a devida consulta ou cumprimento do que se entendia como acordo tácito de que a vaga caberia à legenda do Avante ou a um nome da família Argello.

Gim se sente traído, segundo relatos de bastidores.

Aliados afirmam que o presidente do Avante avalia que a escolha de Pitiman, filiado ao próprio PSD e com histórico de proximidade com Arruda, esvazia o espaço político conquistado pela legenda e pelo filho Jorge nas negociações.

Há quem diga que Gim chegou a considerar a possibilidade de abandonar o apoio à candidatura de Arruda, o que poderia fragilizar a coligação.

Arruda e Gim carregam históricos de investigações e condenações (Caixa de Pandora e Lava Jato, respectivamente).

A reaproximação, celebrada em eventos e articulações ao longo de 2025 e 2026, agora termina com facadas nas costas, rasteiras e jogada suja.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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