Quando o ex-senador Gim Argello (Avante), o inelegível José Roberto Arruda e o empresário Paulo Octávio, ambos do PSD, se juntaram para compor uma chapa, ela logo foi apelidada de “Chapapuda”, em referência a Papuda, o maior presídio de Brasília, que abriga cerca de 14 mil a 17 mil detentos. Alguns deles já passaram por lá.
A leitura que todos faziam era de que não daria certo. A explicação era óbvia: em um grupo em que cada um deles quer ser mais esperto do que o outro, leva a vantagem aquele que consegue passar a perna primeiro.
Neste caso, Arruda foi mais esperto. Quando o seu fiel parceiro de “cela” dormia, ele meteu a “estocada”.
Às 23 horas da quarta-feira (5), registrou-se a chapa sem o nome de Jorginho Argello, o filho de Gim.
Para o grupo carimbado, formado pelo trio Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio, a disputa pelo governo do DF, para melhorar a vida do povo, como eles pregam, no atual contexto, é o que menos importa.
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Deixou de ser um fetiche eleitoral para ser grande negócio.
Nas conversas subterrâneas, a vaga de vice do inelegível Arruda passou a ser o posto mais cobiçado da coligação Avante/PSD.
Informações de bastidores indicam que é quase certo que a candidatura de Arruda não irá adiante e deve ser barrada pelo STF. Ele próprio tem consciência disso.
Gim apostava que, com a provável queda de Arruda, o filho passaria para a cabeça e o Avante seria o carro-chefe para negociar o espólio, como num leilão de quem pode dar o melhor lance.
O sem-voto Jorginho Argello, filho de Gim, “dançou” na calada da noite.
A prometida vaga de vice do Avante foi para o ex-deputado Luiz Pitiman, do mesmo partido de Arruda e Paulo Octávio.
Embora Arruda tenha lançado a sua inelegível candidatura ao GDF, Jorginho Argello, que acreditava ser ele a sentar no futuro na mesa de negociação, saiu chutando o balde, acusando Arruda de “traíra”.
Se insinua de corpo e alma para o PT de Leandro Grass, partido que ajudou a meter na cadeia o próprio pai por meio da delação de Delcídio do Amaral, o líder do governo da presidente Dilma Rousseff no Senado Federal.
Nessa briga entre Avante e PSD, os pré-candidatos a deputado distrital e federal ficaram a ver navios.
Gim anunciou que todos os candidatos do partido estão liberados para buscar seus rumos, inclusive apoio financeiro, por não haver dinheiro para ajudá-los.
O mesmo acontece com os pré-candidatos da proporcional do PSD de Arruda. Quem havia “arrudiado” antes da convenção, “desarrudiou” depois da convenção.
O Avante está como noiva traída na porta da igreja, ameaçando dar para qualquer um.



