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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

O carnaval que pode derrubar Lula: abuso na Sapucaí com verba pública

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O carnaval, tradicionalmente uma festa de alegria e descontração, transformou-se em um palanque político sujo e descarado neste domingo (15).

A escola de samba Acadêmicos de Niterói promoveu uma campanha eleitoral antecipada e escancarada em favor do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, tudo bancado com dinheiro público. Um absurdo.

O tiro pode sair pela culatra. Agora o petista arrisca se afogar em uma enxurrada de ações na Justiça Eleitoral e não há como tapar o sol com a peneira. Senão, vejamos:

  • A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial, escolheu o tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O samba-enredo exaltou a trajetória de Lula, com referências a programas petistas e críticas ao impeachment de Dilma Rousseff e mostrou o “bozo”preso para se referir a Bolsonaro, preso na papudinha.
  • Financiamento público questionado: A escola recebeu cerca de R$ 1 milhão da Embratur (verba federal) e recursos adicionais da Prefeitura de Niterói e outros entes públicos, totalizando milhões em dinheiro do contribuinte para um enredo que homenageia diretamente o presidente.
  • Ações judiciais imediata: Partidos como Novo e Missão acionaram o TSE alegando propaganda eleitoral antecipada — proibida antes de julho do ano eleitoral — e abuso de poder econômico, pedindo multas e até suspensão do desfile.
  • Decisão do TSE: O Tribunal rejeitou liminares por vedação à censura prévia e liberdade artística, mas manteve os processos abertos para análise posterior, alertando explicitamente para um “ambiente propício a ilícitos” e possível punição se comprovado pedido implícito de voto.

A presença flagrante do presidente em um camarote VIP na Sapucaí, misturando samba com propaganda ilegal, é um deboche com o eleitor.

Isso não é folia; é abuso de poder na cara dura, financiado pelo suor do contribuinte.

O episódio representa o maior teste para a Justiça Eleitoral, cuja credibilidade vem sendo questionada há anos por leniência e partidarismo.

Chega de fazer o “L”. Está na hora de setores do Poder Judiciário meterem o pé na porta, aplicarem a lei com rigor implacável e garantirem eleições sérias e equilibradas.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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