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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Morro da Cruz vira “boi de piranha” de Bia Kicis para afrontar Ibaneis

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O deputado distrital Rogério Morro da Cruz ocupou a tribuna da Câmara Legislativa, nesta quarta-feira (25), para servir de “boi de piranha” da presidente do PL-DF, Bia Kicis, em uma ação clara contra o governador Ibaneis Rocha (MDB) na corrida por uma das vagas no Senado.

Ao assumir um discurso que favorece interesses de Bi Kicis, que lançou a sua candidatura também ao Senado, Rogério acabou sendo usado como marionete da bolsonarista para tentar implodir a aliança que sustenta o Palácio do Buriti.

A pedido de Thiago Manzone e de Bia, Rogerinho aceitou o papel sujo, mesmo sendo ele um dos parlamentares mais prestigiados por Ibaneis Rocha, com obras relevantes e indicações consolidadas nas administrações regionais de São Sebastião e Jardim Botânico.

Mesmo assim, o deputado escolheu ser desleal a um governo que tem feito entregas em uma região administrativa que, nos últimos oito anos, recebeu investimentos expressivos.

No período, foram entregues escolas, hospitais, pavimentação de ruas, quilômetros de calçadas, além de ações de regularização fundiária, mobilidade urbana e programas de expansão habitacional.

No meio político, a traição nunca foi uma novidade. O sistema lida com ela, porém, raramente valoriza o traidor, um estigma que Morro da Cruz pode carregar para sempre.

Ao ser útil a Bia Kicis, o distrital não apenas traiu a comunidade em que vive, mas a si mesmo. Como deputada federal, Kicis nunca destinou um “tostão furado” para melhorar a vida da população de São Sebastião.

Se traiu uma vez, pode trair de novo, simples assim. A confiança é a moeda mais cara no poder, e, quando ela se rompe, dificilmente é reconstruída.

Quando a deslealdade se estabelece na política, o isolamento deixa de ser uma possibilidade e torna-se um destino provável.

Em resumo, o deputado Rogério Morro de Cruz, que se autodenomina “Porteirinho”, adotou o papel de tolo a serviço de Bia e pode acabar sendo uma estatística do fracasso nas eleições.

Como se pode observar, a política não é um campo para os ingênuos e nem para oportunistas declarados.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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