Um senador em missão oficial no exterior pode gastar até R$ 90 mil, pagos com recursos públicos generosos.
Foi com essas vantagens que o senador Izalci Lucas (PL-DF) embarcou em uma “épica aventura” à Brazil Emirates Conference, em Dubai, nos dias 14 e 15 de abril de 2025. Ainda está em viagem para casa.
A missão? Atrair investimentos para o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil.
O resultado? Bem, até o presente momento, o senador trouxe de volta uma história digno de comédia: perdeu a mala, o voo de volta e também não teve qualquer sinal de resultados concretos para justificar a viagem.
Imagine a cena: Izalci, representante da Frente Parlamentar de Apoio aos Investimentos Estrangeiros do Senado Federal, circulando pelos salões luxuosos do Hotel The Lana, em Dubai, trocando cartões com investidores árabes.
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Izalci disse que a viagem para Dubai fortaleceria os laços comerciais e atrairia fundos soberanos, fazendo com que o Brasil brilhasse.
O que ficou foi uma aventura internacional com diárias de US$ 428 e passagens que fariam um turista comum chorar, tudo cortesia do contribuinte brasileiro.
Não é a primeira vez que viagens oficiais prometem o Eldorado e, no máximo, o que resulta é uma selfie do senador turista com imagens de lugares exóticos de outros países.
Em 2024, o Senado gastou R$ 4 milhões em missões internacionais, e Izalci só segue a tradição.
Perder a mala e o voo podem até render uma boa história no plenário, mas o contribuinte, que bancou essa odisseia, talvez prefira resultados mais concretos, como um contrato assinado ou uma mala cheia de investimentos.
Quem sabe, na próxima viagem, Izalci leve um GPS para a mala, um despertador para o voo e que traga um relatório detalhando o que o Brasil ganhou com isso.



