Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Escolha do vice: Uma moeda de troca valiosa a ser usada por Ibaneis e Celina

Publicado em

Apesar de a campanha eleitoral de 2026 ser considerada pelo cidadão comum um tema ainda muito distante para ser compreendido pela população, para a classe política a próxima disputa pelo Buriti está bem aí e, com ela, já pensa na de 2030.

Eis aí o motivo do governador Ibaneis Rocha (MDB) ter dado a seguinte declaração à colunista Isadora Teixeira do Metrópoles nesta segunda-feira (24)

Ibaneis disse: “O vice de Celina será escolhido de acordo com os partidos da base, mas deverá ter um perfil técnico e ser da minha inteira confiança”.

Ao apagar das luzes do ano passado, um encontro entre o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, e o governador Ibaneis Rocha discutiu a hipótese do partido indicar o vice na chapa de Celina Leão.

Após o retorno do recesso parlamentar, uma nova reunião seria convocada para definir o representante da legenda para ocupar a vaga de vice.

No entanto, há um impasse a ser vencido.

Até o presente momento, não há nenhum personagem com mandato ou sem que seja técnico e que seja fiel a Ibaneis Rocha e Celina.

O partido da igreja Universal tem a senadora Damares Alves, que em 2026 terá ainda quatro anos de mandato pela frente.

E qual é a missão dela? A de fortalecer a bancada bolsonarista no Senado e ter o número suficiente para impor o impeachment de membros da Suprema Corte.

Mesmo que o partido a indicasse para ser vice, tal possibilidade seria descartada por Damares pelos motivos acima citados.

Já o deputado federal Julio Cesar, Gilvan Máximo e Fred Linhares não têm perfil técnico, como defende Ibaneis. Estão todos descartados.

Uma fotografia de Celina cercada por Gustavo Rocha, o chefe da Casa Civil, e Ney Ferraz Júnior, o secretário de Economia do Distrito Federal, revela uma evidência repleta de suposições.

Qual dos dois se tornaria filiado ao Republicanos com ficha abonada pelo presidente Marcus Pereira?

Ambos possuem conhecimentos técnicos e gozam da confiança estreita de Ibaneis e Celina.

É perceptível que a torcida está mais inclinada para Gustavo do que para Ney.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Unidades do SLU já recuperaram 4,2 mil toneladas de recicláveis em 2026

Nas usinas de tratamento mecânico biológico (UTMBs) do Distrito Federal, parte dos resíduos ganha uma...

Mais Radar

Desprezo pela rica cultura mantém Maranhão preso à extrema pobreza

O ativista cultural Herbert de Jesus Santos reage ao abandono do patrimônio cultural e turístico de São Luís e cobra respeito à história, aos artistas e às tradições que poderiam transformar a cultura em desenvolvimento e oportunidades.

Briga com Michelle explode e deixa Flávio Bolsonaro sem vice mulher

Racha entre Flávio e Michelle Bolsonaro mexe com a campanha: após vídeo em que ex-primeira-dama relata maltrato, a senadora Tereza Cristina teria recuado e ficado sem interesse na vice de Flávio à Presidência.

A sobrevivência do PSB no DF e a tentativa de reeleger Rollemberg

O PSB do DF aposta em uma estratégia para manter Rodrigo Rollemberg na Câmara. A candidatura ao Buriti do "bocudo"  Ricardo Cappelli aparece como um palanque itinerante e para-choque de quem conseguiu ser o pior governador da história do DF.

Mexeu com uma, mexeu com todas: a força unida de Michelle, Celina e Damares

Michelle, Celina e Damares selam pacto estratégico no DF. Para além do slogan "mexeu com uma, mexeu com todas", a união dessas três líderes redesenha a força feminina da direita conservadora no cenário local e nacional.

A inelegibilidade imposta pela Justiça que ainda dói no lombo de Arruda

Arruda voltou a criticar quem o chama de inelegível. Mas decisões da Justiça seguem sustentando sua situação jurídica. Bloquear jornalistas não muda os fatos nem apaga o peso da própria história.
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político