Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Comando Vermelho frustra Lewandowski na captura de fugitivos de Mossoró

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Após uma extensa caçada que durou 46 dias, os dois fugitivos da penitenciária federal de segurança máxima de Mossoró (RN), continuam em liberdade.

O Ministério da Justiça anunciou no último final de semana o encerramento das buscas o que acarretou a primeira derrota do ministro da Justiça e Segurança, Ricardo Lewandowski, à frente da pasta.

Segundo fontes da inteligência policial, a organização criminosa Comando Vermelho teria fornecido apoio aos fugitivos, deixando o governo em uma posição delicada e constrangedora.

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento pertence ao um braço da facção no Acre, mas estariam contando com o apoio do CV do Rio de Janeiro.

Durante esses 46 dias, estima-se que mais de 100 milhões de reais foram investidos na operação de busca pelos fugitivos, de acordo com estimativas não oficiais do Ministério da Justiça.

Até ao momento, o Ministério da Justiça, responsável pelas operações de buscas, não se manifestou sobre como os bandidos fugiram e quem facilitou a fuga que colocou em cheque o sistema de segurança dos presídios federais do país.

Os foragidos da penitenciária federal de Mossoró estão sendo apoiados por membros do Comando Vermelho do Rio de Janeiro, e não do Acre, de onde são originários.

A situação representa um vexame para o governo brasileiro no combate ao crime organizado e destaca a necessidade de uma revisão nos protocolos de segurança das penitenciárias federais.

A ousadia do Comando Vermelho em fornecer apoio aos fugitivos evidência o poder da organização criminosa dentro e fora das penitenciárias.

Em um recente levantamento realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no final do ano passado apontou a existência de 70 facções criminosas no sistema carcerário brasileiro.

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) atuam em 24 estados e no Distrito Federal, segundo o levantamento.

Ao invés de recuar, o ministro Ricardo Lewandowski deveria intensificar seus esforços para capturar os fugitivos e investigar profundamente as possíveis falhas no sistema de segurança máxima para prevenir que episódios como esse se repitam no futuro.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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