Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Com recuperação do BRB, oposição perde discurso de terra arrasada no DF

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O palanque da oposição no Distrito Federal, que nos últimos meses transformou o Banco de Brasília em alvo preferencial de ataques, tende a perder intensidade a partir dos próximos dois meses.

As acusações de gestão irresponsável e previsões de colapso iminente começam a perder sustentação à medida que o banco apresenta sinais concretos de recuperação sob a nova administração.

É verdade que o Banco de Brasília (BRB) atravessou um momento delicado após operações realizadas na gestão do ex-presidente Paulo Henrique Costa, com  aquisição de ativos problemáticos do Banco Master.

A transação, que envolveu carteiras de crédito consideradas de alto risco e valores bilionários, gerou perdas relevantes e levou o Banco Central a exigir reforço patrimonial urgente.

Nesse cenário, a oposição encontrou terreno fértil para discursos alarmistas contra a instituição, inclusive colocando em risco o emprego de mais de 600 funcionários.

Narrativas massacrantes contra o BRB e o governo local não deixam de ser uma forma de desviar a atenção dos tentáculos do banqueiro picareta Daniel Vorcaro, que abraça figurões da República em torno do presidente Lula.

A mudança de rumo da recuperação do banco, começou com a chegada de Nelson Antonio de Souza à presidência do banco, no fim de 2025.

Com experiência à frente da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste, ele assumiu em meio a forte pressão institucional e política, mas priorizou medidas técnicas para reequilibrar as contas.

O plano incluiu reforço de capital, venda de ativos e apoio legislativo. A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha autorizando o uso de imóveis públicos como garantia para operações financeiras, mecanismo que viabiliza até R$ 6,6 bilhões em captação.

Com essas medidas em curso, o BRB demonstra capacidade de atravessar a turbulência sem ruptura institucional.

Projeções indicam que o BRB não precisará acionar imediatamente os imóveis como garantia extrema.

O banco demonstra fôlego renovado: recuperação de parte dos ativos problemáticos , busca por investidores de mercado e manutenção de operações essenciais como crédito a servidores, programas sociais, bilhetagem.

Assim, o discurso oposicionista de colapso iminente perde força de terra arrasada. A partir de maio, com o balanço ajustado e indicadores prudenciais em melhora, o BRB deve consolidar a narrativa de superação da crise herdada.

O banco público do DF, apesar dos erros passados, caminha para maior solidez sob gestão experiente, e o “berro catastrófico” contra ele tende a  ficar cada vez mais fraco nas ruas e no plenário.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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