Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

A defesa indefensável de Leila na CPMI: um desserviço aos aposentados

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Na sessão da CPMI da Câmara e Senado realizada nesta terça (08), a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), presidente do PDT no Distrito Federal, protagonizou um momento de constrangimento.

Ela saiu em defesa do ex-ministro Carlos Lupi, presidente nacional de seu partido, acusado de omissão diante de um esquema bilionário de corrupção no INSS que lesou milhões de aposentados e pensionistas brasileiros.

Leila classificou a CPMI como um “circo” e elogiou a “clareza” e “tranquilidade” de Lupi, ignorando a gravidade das denúncias e a ausência de medidas concretas por parte do ex-ministro da Previdência para combater o crime organizado que se infiltrou no INSS.

A fala da senadora, ao minimizar a indignação de deputados e senadores que cobravam explicações sobre o modus operandi do esquema, soou como uma tentativa de blindar Lupi, desrespeitando a dor de milhares de aposentados que acompanharam o depoimento pela TV Senado e esperavam uma postura firme contra a corrupção.

A declaração de Leila, “ministro, o senhor tá assistindo a um show aqui. Mas isso é porque as pessoas que estão aqui, com esse comportamento agressivo, elas estão incomodadas, de fato, com a sua clareza, com a sua tranquilidade”, revela uma desconexão  com a gravidade do escândalo e a responsabilidade de Lupi como ex-gestor.

Ao rotular as cobranças legítimas como “agressivas” e sugerir que a tranquilidade de Lupi seria um mérito, a senadora brasiliense optou por uma defesa cega e partidária, em detrimento da busca por justiça.

Para os aposentados lesados, muitos dos quais confiaram no sistema previdenciário por décadas, a postura de Leila soou como uma afronta.

Uma percepção de que interesses políticos prevalecem sobre o compromisso com  a transparência e a reparação.

Longe de contribuir para o esclarecimento dos fatos, Leila que tentara se reeleger em 2026, aprofundou a desconfiança da população em relação ao seu partido, o PDT, e à própria CPMI, que deveria ser um espaço para investigar a roubalheira contra pobres aposentados, e não de proteção a aliados políticos.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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