Cerca de 90% da tropa de 20 mil bombeiros, policiais militares e policiais civis da força de segurança do Distrito Federal, considerada a melhor do país, está endividada, grande parte com os chamados consignados bancários.
O motivo da dívida seria o baixo salário que recebem ao final do mês, resultando em um cenário em que muitos pagam mais do que ganham.
Além disso, uma parte considerável das forças tem obrigações com pensões alimentícias, sob pena de enfrentar consequências legais severas.
No Brasil, a única legislação que determina punições imediatas para aqueles que não cumprem essas obrigações é bastante rigorosa.
O estresse associado ao serviço tem gerado sérios problemas de saúde entre esses profissionais.
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Já houve casos em que bombeiros dirigiram caminhões auto-bomba tanque avaliados em 1 milhão de dólares a 100 quilômetros por hora pela Esplanada dos Ministérios em Brasília.
O veículo só foi parado após diversos tiros nos pneus, disparados por uma guarnição da Polícia Militar.
A situação não é diferente para os policiais militares, que também enfrentam graves crises emocionais.
Nos últimos 4 anos, 37 policiais militares tiraram a própria vida com um tiro na cabeça.
O endividamento e a pressão enfrentados pelos integrantes das forças de segurança do Distrito Federal são problemas que não podem ser ignorados.
O deputado Roosevelt Vilela(PL), afirma que a situação da saúde mental não pode continuar como um caso invisível aos olhos do Estado.
Ele defende ações urgentes que visem resolver a situação, um dos maiores males que afetam os profissionais das forças de segurança do DF.



