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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

PT no DF: Entre a estabilidade de Tadeu e o retorno de Rollemberg

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O Partido dos Trabalhadores (PT) nacional está estrategicamente analisando a possibilidade de apoiar dois potenciais candidatos ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2026.

Paulo Tadeu, atual Conselheiro do Tribunal de Contas e integrante da base do PT, surge como uma opção viável, tendo em vista sua experiência prévia como deputado distrital e sua trajetória política, que gera expectativas positivas.

O segundo potencial candidato é Rodrigo Rollemberg, do PSB, partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Rollemberg, que já ocupou o cargo de governador do Distrito Federal entre 2014 e 2018, carrega a reputação de ter sido um dos piores gestores que já passaram pelo Buriti.

Ele foi derrotado por Ibaneis Rocha, então candidato pouco conhecido, no segundo turno das eleições de 2018.

A atuação de Rollemberg nos bastidores tem sido intensa, o que preocupa os membros do PT local devido à facilidade como o ex-governador tem conseguido se pendurar nas entranhas do governo federal, com tentáculos na Caixa Econômica e no Sebrae.

Ele também tem se articulado no judiciário com a ajuda do vice-presidente Geraldo Alckmin buscando ocupar a vaga de deputado federal, ora pertencente a Giovan Máximo (Republicanos).

Rollemberg espera que as ações apresentadas pelos partidos Rede Sustentabilidade, Podemos, PP e PSB, sendo este último o seu próprio partido, sejam julgadas pela Suprema Corte nesta quarta-feira, 21.

Se houver o entendimento  da maioria dos ministros da STF, cerca de sete deputados federais perderão seus respectivos mandatos.

Contudo, o desejo de Rollemberg assumir um mandato na Câmara Federal no início deste ano pode ser adiado se algum ministro solicitar mais tempo para análise do processo, como ocorreu no ano anterior.

Um mandato na Câmara dos Deputados aumentaria sua capacidade de influência, com o objetivo de retornar ao cenário político do Distrito Federal, apostando na memória curta da população e na possibilidade de preencher o espaço deixado pelo PT desde o governo de Agnelo Queiroz (2010-2014). Tudo isso com o apoio do próprio Lula.

A movimentação de Rollemberg acendeu um alerta no PT do Distrito Federal quanto às suas intenções de concorrer novamente ao Palácio do Buriti em 2026, carregando a estrela petista como coadjuvante.

Só para lembrar, na eleição de 2022, o Partido dos Trabalhadores foi obrigado a engolir a candidatura do indigesto Leandro Grass que encabeçou a federação partidária (PT/PV/PCdoB) derrotada ainda no 1º turno pelo reeleito governador Ibaneis Rocha.

Enquanto Rollemberg trabalha para fortalecer sua posição, a possível candidatura de Paulo Tadeu permanece incerta, dada a segurança de seu atual cargo como Conselho.

A pressão para que o governo de Lula apresente um candidato de esquerda para a capital federal cresce, visto que os presidentes da República, tratam frequentemente o Distrito Federal como uma extensão do Palácio do Planalto, o que é um grande equivoco.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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