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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Sem eleger ninguém em 2022, Paulo Octávio pode perder o PSD no DF

Publicado em

Doze meses após as eleições do ano passado, a direção nacional do PSD, comandado por Gilberto Kassab, começa a fazer uma ampla reforma nos diretórios regionais, com mudanças de comando sobre aqueles que não conseguiram eleger nenhum deputado federal nas eleições de 2022.

É o caso do PSD do Distrito Federal, até agora sob o controle do empresário Paulo Octávio.

Em março do ano passado Kassab entregou o PSD a PO com a expectativa de que ele fosse candidato ao Senado.

No entanto, em setembro do mesmo ano, o empresário preferiu registrar a sua candidatura para disputar o governo do Distrito Federal.

A chapa montada não conseguiu eleger ninguém. PO que já foi deputado federal, senador vice-governador do DF, saiu das urnas com apenas 123.715 votos.

Ficou muito abaixo da votação, por exemplo, dos candidatos eleitos a deputados federais como Bia Kicis (PL) com 214.733 votos; Fred Linhares (PL) 165.358 votos e Erika Kokay (PT) com 146.092 votos.

Paulo Octávio disputou o GDF, mas como um esforço de guerra para tentar eleger o seu rebento André Kubitschek (PSD) e assim cumprir a promessa feita a Kassab de eleger um deputado federal para o partido.

O prometido não se concretizou nas urnas: A votação de André Kubitschek não atingiu o esperado, apesar do enorme investimento feito com o dinheiro do Fundo Eleitoral da legenda.

Só para se ter uma ideia, cerca de 11 deputado distritais eleitos, tiveram votação superior aos 20.702 votos conseguidos pelo filho de PO.

No âmbito interno do PSD, o pastor bolsonarista Ibi Batista, candidato com menos grana no bolso para a disputa de uma das oito vagas da Câmara Federal, mesmo não sendo eleito, conseguiu mais voto do que o filho de Paulo Octávio: 23.879 votos.

Ao juntar os cacos ao final da corrida eleitoral, o PSD só conseguiu eleger dois dos 24 distritais, o que não interessa muito para os comandos das legendas, que precisam eleger deputados federais para aumentar sua participação no Fundo Partidário.

O Fundo Partidário é um mecanismo de financiamento público das atividades dos partidos políticos. Quanto mais deputados federais eleitos por um partido maior será sua fatia do Fundo Partidário.

O próprio Gilberto Kassab já estar a caça de nomes para fortalecer o PSD no DF, já de olho nas eleições de 2026. Como presidente regional do PL durante a campanha do ano passado,

Informações de bastidores, surgidas no decorrer desta semana, dão conta que o presidente nacional da legenda teria sondado a ex-deputada federal e ministra Flávia Arruda, ex-PL, para ingressar no partido.

Neste caso também há uma informação de bastidores que o passe de Flávia Arruda estaria condicionado o comando da legenda no DF.

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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