Radar Político/Opinião DIREITO DE RESPOSTA

Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Estelionato: Enfermagem caiu na lábia política sobre novo piso salarial

Publicado em

Muito dos candidatos, bem como os que buscavam a reeleição, se elegeram na aba da pegadinha.

A lei do novo piso salarial, destinado à categoria, de autoria do senador petista Fabiano Contarato (ES), é inconstitucional por não prevê de onde sairiam os recursos.

A lei foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo federal, um mês antes das eleição de outubro. No entanto, é uma lei inconstitucional e todos os políticos sabiam disso, principalmente os dirigentes sindicais, representantes dos enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A pergunta a ser feita é: de onde virá o dinheiro para garantir o pagamento do piso salarial dos profissionais de enfermagem?

Ninguém até agora sabe informar. Nem mesmo a Comissão de Transição do novo governo a ser instalado a partir do dia 1º de janeiro de 2023.

Tudo que se sabe é que o Congresso aprovou a Emenda Constitucional (EC) 124, que virou a Lei 14.434.

O governo sancionou o piso, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a medida que garantiria o pagamento de ao menos R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras.

Nos cálculos do impacto anual da medida, seria de R$ 5,5 bilhões para o setor público e R$ 11,9 bilhões para o setor privado.

Municípios, estados e o setor privado dizem não haver dinheiro.

Um mês depois, o ministro  Luís Roberto Barroso, do STF, suspendeu o piso e deu prazo de 60 dias para esclarecimentos sobre o impacto da medida nos gastos públicos e o risco de demissões.

Decisão se deu no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.222, proposta pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). 

A decisão de Barroso foi confirmada pelo Pleno do STF, mantendo a suspensão do piso.

O auê sobre a notícia que enfermeiros e técnicos de enfermagem, teriam um piso nacional, serviu para engrossar o discurso ufanista de muitos candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro.

Trazendo o estelionato eleitoral para o DF, vale lembrar que o deputado distrital e presidente de honra do Sindate-DF, Jorge Vianna, foi um dos que fez movimento em cima de uma expectativa salarial difícil de ser concretizada.

Vianna saiu das urnas com 30.640 votos que garantiu o seu segundo mandato na Câmara Legislativa do DF.

Sem poder de decisão, já que a matéria é de carga do Congresso Nacional e não da Câmara Legislativa, Jorge Vianna tem como única alternativa para não ficar mal na fita, é a de repassar toda culpa e máxima culpa, ao presidente da Câmara Federal, deputado Artur Lira(PP-AL). Tudo certo!

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios políticos da capital federal. Siga o #radarDF

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Na Hora Empresarial facilita rotina de empreendedores do DF

O Na Hora Empresarial funciona no terceiro andar do Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul....

Mais Radar

Arruda? “Nunca mais”! Pesquisa Quaest registra a queda livre de um inelegível

A pesquisa Quaest acendeu o alerta no grupo de Arruda: 20% das intenções de voto e 50% de rejeição. O ex-governador pediu para ser julgado pelas urnas e não pelos tribunais que decretaram a sua inelegibilidade. E elas já parecem dar sua resposta antecipada: “Nunca mais”.

Fracasso anunciado: Bia terá de ir além do bolsonarismo se quiser chegar ao Senado

Bia Kicis teve 214 mil votos em 2022, mas ainda não transformou aquela força eleitoral do passado em liderança no presente na corrida ao Senado. Se insistir no discurso ideológico, pode não convencer os milhares de eleitores indecisos.

Pesquisa Datafolha revela a magreza do PT e a crise da esquerda no DF

O Datafolha acendeu a luz amarela no PT do DF: Flávio Bolsonaro lidera Lula, enquanto Leandro Grass patina na corrida ao Buriti, estacionado em 11%. O resultado do Datafolha escancara a crise da esquerda brasiliense.

Delmasso detona Cappelli e diz que Rollemberg tem vergonha de voltar ao Buriti

Delmasso detona Capelli no Vozes da Comunidade: “é mandado por Rollemberg”, que tem vergonha de se candidatar por projeção eleitoral pífia. Critica atuação na UNE e prevê vitória de Celina Leão no 1º turno + duas senadoras.

Uma leitura que ninguém fez sobre os salamaleques de Michele Bolsonaro

Michelle Bolsonaro declarou apoio a Celina Leão, mas os elogios a José Roberto Arruda deixam claro que a ex-primeira-dama desconhece o jogo para impedir o avanço da direita no DF.
- PUBLICIDADE -

Últimas do Radar Político