Na política, prometer é fácil. Difícil é entregar. E Leandro Grass (PT), candidato ao Governo do Distrito Federal, precisa explicar por que sua experiência à frente do Iphan não combina com a pressa que agora, na cara de pau, vende ao eleitor.
Em campanha, Leandro Grass promete decretar emergência na saúde, reduzir filas de consultas e cirurgias, construir 40 mil moradias, ampliar escolas integrais e rasgar Brasília de norte a sul para implantar linhas para metrô.
Quer mostrar resultados nos primeiros 90 dias. Bonito no discurso. Mas a realidade é bem outra.
O exemplo está no coração de Brasília. Sob sua gestão no Iphan, a restauração da Praça dos Três Poderes foi anunciada, em abril de 2025, com orçamento de R$ 22 milhões e início previsto para julho. As obras só começaram em novembro.
O custo também subiu: passou para cerca de R$ 34,8 milhões, uma alta próxima de 58%. Os números levantam dúvidas sobre planejamento e previsibilidade.
O cronograma original também ficou para trás. A conclusão da primeira fase foi projetada para dezembro de 2026, enquanto o restauro completo avançou para o primeiro semestre de 2027.
Se uma obra de restauração, enfrentou atrasos, custos maiores e prazos estendidos, o eleitor tem motivos de sobra para desconfiar de promessas tão ambiciosas.
Administrar o DF exige cuidar de hospitais, transporte, moradia e escolas, problemas muito maiores do que uma praça. Para de mentir, candidato!
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