Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Juscelino Kubitschek volta à política de Brasília para disputar vaga na Câmara

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De repente, ele reaparece no cenário eleitoral do Distrito Federal para disputar uma das oito cadeiras da Câmara dos Deputados pelo Avante.

Pelo menos é assim que  Juscelino Kubitschek de Oliveira aparece com a sua candidatura registrada no “DivulgaCand”, a plataforma do Tribunal Regional Eleitoral do DF.

E não se trata de uma reencarnação política, embora o nome provoque imediatamente essa impressão. O candidato é Juscelino Kubitschek de Oliveira, médico, mineiro de Itajubá e morador do Sudoeste.

O outro Juscelino Kubitschek, o presidente que entrou para a história como fundador de Brasília, também era médico e mineiro, mas de Diamantina.

A coincidência é daquelas que a política brasileira adora produzir. O nome, por si só, carrega uma carga simbólica extraordinária no Distrito Federal. Afinal, Brasília não é apenas uma cidade associada a JK.

É, em boa medida, a materialização do projeto político que ele transformou em realidade.

O fenômeno, entretanto, não é novo. A utilização de nomes de personalidades históricas ou figuras públicas em disputas eleitorais é recorrente no Brasil. A estratégia explora memória afetiva, notoriedade e associações construídas ao longo do tempo.

O Radar DF fez um levantamento e encontrou  homônimos de verdade e há nomes de urna cuidadosamente escolhidos. Gugu Liberato, Faustão, Xuxa do Amazonas, Plínio Trump e Mick Jagger já apareceram em disputas eleitorais.

Também existem personagens como “Lula do Bem” e “Bolsonaro da Shopee”, que exploram semelhanças físicas, apelidos ou referências políticas para conquistar reconhecimento imediato.

A legislação eleitoral permite ao candidato registrar nome de urna que pode conter apelido, nome abreviado ou título pelo qual seja conhecido. Mas há limites: a escolha não pode induzir o eleitor a erro nem criar uma falsa identidade com outra pessoa.

No caso de Juscelino Kubitschek de Oliveira, a situação tem uma peculiaridade irresistível: não há necessidade de inventar o nome. Ele já veio de fábrica.

O desafio será outro. Transformar a coincidência histórica em voto, sem precisar prometer cinquenta anos em cinco como fez o velho JK..

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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