A corrida pelo Palácio do Buriti desenha um cenário de déjà-vu e isolamento para a oposição.
Enquanto o calendário avança rumo à campanha oficial, adversários de Celina Leão (PP), sobretudo aqueles do mesmo campo político, como José Roberto Arruda (PSD), insistem em discursos raivosos e difamatórios.
A estratégia de apenas atacar, sem apresentar propostas concretas, já não convence o eleitor, que reage com desprezo.
Para Arruda, o fantasma das eleições passadas retorna com força. Assombrado pelo título cativo de “inelegível”, rótulo que carrega como um carrapato desde sua histórica queda, em 2010, o ex-governador parece repetir o mantra jurídico de 2014, 2018 e 2022.
A esperança de viabilizar sua candidatura derrete a cada dia: o STF segue sem julgar a ADI que questiona as alterações na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso.
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Mesmo que o novo texto seja referendado pelo STF, dando direito a centenas de políticos condenados por roubarem o dinheiro público, caberá ao eleitor decidir pelo veto nas urnas.
A demonstração de que a sociedade brasiliense não deseja mais candidatos marcados pela corrupção nem aqueles que defendem a política da terra arrasada foi reforçada na última quarta-feira (2), com a divulgação da pesquisa do Instituto França.
O levantamento caiu como um banho de água fria sobre os opositores. Celina Leão lidera de forma isolada a corrida eleitoral, consolidando sua preferência popular, enquanto Arruda e os blocos de esquerda (PT e PSB) continuam patinando, incapazes de decolar.






