A política brasiliense assiste a um espetáculo de “fogo amigo” e trairagem que ultrapassa os limites da ética partidária.
Ao se mancomunar nas sombras com Flávio Bolsonaro para detonar Michelle Bolsonaro e Celina Leão, a deputada Bia Kicis, presidente do PL-DF, atiçou a desconfiança de todo o quadro político da base.
A estratégia desastrada ficou nua ao vir à tona a contratação de uma pesquisa fajuta do Instituto Veritá, financiada com dinheiro público do fundo partidário para minar Celina Leão.
O levantamento é um compêndio de manipulação. Utilizando técnicas de indução e “enquadramento negativo”, o questionário bombardeia o eleitor com temas polêmicos antes mesmo de aferir a intenção de voto.
Um exemplo gritante é a pergunta 29, que associa diretamente a governadora a denúncias da “Operação Dracom”, um fato antigo e sem condenação, usado deliberadamente para criar um viés de memória negativa antes das perguntas sobre intenção de voto.
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O movimento de Bia, que teria o aval de Flávio Bolsonaro, acuado por áudios polêmicos que o colocaram, nesta semana, no fogo dos infernos acendido por Daniel Vocaro, beira o amadorismo.
A pesquisa chegou a inflar nas alturas o candidato da esquerda, Leandro Grass (PT), apenas para desidratar Celina.
Além disso, tenta colocar a própria Bia, contratante da pesquisa, à frente de Michelle na disputa pelo Senado, revelando a guerra fratricida no PL Nacional e no PL local.
Com centenas de cargos no GDF, Bia Kicis joga na “moita” contra quem diz apoiar.
O Partido Progresista acionou o TRE-DF contra essa suposta fraude.
O caso aguarda decisão judicial que pode impedir que dados manipulados interfiram na lisura do processo democrático e na percepção do eleitorado brasiliense.
Celina Leão enfrenta a oposição declarada e justa de seus opositores, mas seu maior desafio é se proteger das punhaladas de quem divide a mesma mesa.



