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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Fake news contra Celina e o jogo sujo de quem teme a reeleição

Publicado em

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), vem sofrendo um bombardeio covarde de informações falsas e especulações maldosas plantadas por interlocutores ligados à defesa de Paulo Henrique Costa.

Preso preventivamente pela Polícia Federal por suposto envolvimento em fraudes bilionárias com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, Costa e sua rede de defensores não medem esforços para tentar arrastar o nome da governadora para o lamaçal, numa clara tentativa de desestabilização política.

A mais recente fake news foi “plantada” na coluna de Lauro Jardim, no O Globo, neste domingo (3), sugerindo que a delação de Costa atingiria diretamente Celina Leão.

Trata-se de uma narrativa torpe e extremamente conveniente para quem busca negociar redução de pena em um processo grave, mas que ainda não tem delação homologada, apenas tratativas iniciais.

Paulo Henrique Costa está preso desde meados de abril, acusado de receber propinas milionárias (estimadas em até R$ 146,5 milhões em imóveis) para favorecer operações irregulares entre o BRB e o Banco Master.

A PF investiga fraudes em carteiras de crédito, gestão temerária e organização criminosa. Celina Leão, que assumiu o governo do DF há 35 dias, tem sido enfática e correta: o BRB foi vítima da fraude, não cúmplice.

Assim que assumiu o governo, a governadora mandou demitir todos os envolvidos e busca apoio federal para socorrer a instituição com aval do Tesouro Nacional e garantir a estabilidade do banco público.

Longe de proteger qualquer esquema, Celina tem trabalhado com dedicação para recuperar o prejuízo causado a servidores, correntistas e ao erário do DF.

A informação “plantada” na coluna de Lauro Jardim tem como fonte interlocutores da defesa de Paulo Henrique Costa.

O colunista, geralmente respeitado, infelizmente se deixou levar por narrativas de interesses de advogados como Willer Tomaz, amigo de longa data e parceiro de Eugênio Aragão, este último contratado justamente para negociar a delação de Costa.

Willer Tomaz e Eugênio Aragão são sócios no escritório Aragão & Tomaz Advogados Associados desde 2017.

Tomaz também atua como advogado do inelegível ex-governador José Roberto Arruda em processos que envolveram recuperação de direitos políticos. Arruda é pré-candidato ao Buriti.

Não é difícil perceber o curioso jogo sujo e calculista da tramoia. Em meio a negociações de delação (ainda sem acordo fechado com a PGR ou homologação judicial), planta-se o nome de Celina apenas para beneficiar politicamente José Roberto Arruda.

Celina Leão assumiu o governo em momento delicado, com o rombo no BRB exposto pela Operação Compliance Zero, e quer ver PH e todos os facinoras que arrebentaram com o BRB na cadeia.

Sua postura tem sido de absoluta responsabilidade: afirmou publicamente que o banco foi vítima, buscou soluções junto à União para evitar o colapso, demitiu Paulo Henrique Costa e distanciou-se da gestão anterior.

O que se observa com clareza é o esforço sério e incansável da governadora para proteger o patrimônio público. Em contraste, a defesa do ex-presidente do BRB, vinculada a Arruda, dá sinais de tentar transformar especulações vazias em pressão política oportunista, barata e desonesta.

Lauro Jardim tem credibilidade acumulada, mas, neste caso, permitiu que uma informação não confirmada, fruto de interlocutores claramente interessados, ganhasse espaço de destaque, o que compromete a própria coluna.

Advogados defenderem seus clientes é legítimo, mas plantar fakes na imprensa para influenciar opiniões públicas e judiciais é antiético.

Celina Leão merece todo o respeito pelo seu trabalho à frente do DF. Ela enfrenta desafios reais no BRB com seriedade e coragem, sem se deixar abater por manobras covardes de adversários.

A governadora segue firme, liderando todas as pesquisas de intenção de voto e caminhando decididamente para a reeleição em primeiro turno na disputa de outubro.

O resto é apenas ruído desesperado de adversários sem rumo e sem argumentos.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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