Em mais uma demonstração de que o poder nem sempre compra tudo, o presidente Lula sofreu uma derrota avassaladora na tentativa de nomear Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Nem os R$ 12 bilhões em emendas parlamentares oferecidos aos senadores foram suficientes para garantir a aprovação do nome do advogado-geral da União.
A votação no plenário do Senado, realizada ontem, confirmou o que já se desenhava: o Senado não quer Messias.
A preferência da Casa Alta recai sobre o ex-presidente Rodrigo Pacheco, apadrinhado pelo atual presidente Davi Alcolumbre. Messias não alcançou os votos necessários e viu seu nome rejeitado de forma contundente.A humilhação é histórica.
Pela primeira vez, um candidato indicado por um presidente da República, ainda mais Lula, em seu terceiro mandato e com oito dos onze ministros do STF já alinhados ao seu governo, é derrotado.
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A derrota expõe a fragilidade política de Lula e do PT no Congresso, revelando que, mesmo com generosas ofertas de recursos públicos, o Senado resistiu à imposição do Planalto.



