A seis meses das eleições de outubro de 2026, o campo progressista no Distrito Federal enfrenta um impasse profundo e crescente desânimo.
Diferentemente de outros estados, em que as discussões já avançaram, a esquerda brasiliense ainda não definiu um nome capaz de unificar as forças e tentar voltar ao poder político do DF.
No PT, o nome é Leandro Grass, que em 2022 disputou pelo PV/PT/PCdoB.
Apesar da derrota no primeiro turno, Grass se aproximou de Lula: assumiu a presidência do IPHAM e conquistou a simpatia do presidente.
Contudo, o partido no DF resiste à ascensão de um candidato recém-chegado à legenda, que já se senta à janela, enquanto quadros históricos do petismo no DF amargam a irrelevância e o esquecimento.
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Do lado do PSB, a cúpula tenta emplacar Ricardo Cappelli, um ex-candidato a vereador derrotado no Rio de Janeiro, que passou pelo Maranhão e deixou para trás um povo ainda mais empobrecido.
O nome gera forte rejeição interna por ser considerado um “forasteiro e fanfarrão”: Cappelli ainda demonstra desconhecimento básico da cidade, confundindo, por exemplo, a Cidade Estrutural com Cidade Ocidental de Goiás.
Tanto PT quanto PSB permanecem no compasso de espera, torcendo para que o presidente Lula defina qual vai ser o candidato.
No entanto, mesmo que Lula empurre um dos nomes “goela abaixo”, a tendência é de “corpo mole” por parte da “militância”.
Uma importante voz petista confidenciou: “Vamos dar o sangue para reeleger Lula, mas não para um desses caras ser governador do DF”.
Um é visto como fanfarrão e oportunista; o outro, como autocentrado e egoista distante da base.
Pesquisas recentes confirmam o problema: nem Grass nem Cappelli conseguem desempenho competitivo até o momento.
A falta de identificação com o eleitorado local, sem proposta e com discurso rancoroso, somada à ausência de entusiasmo, coloca a esquerda brasiliense em situação delicada.
Sem um nome que gere empatia e projeto claro para o DF, o campo progressista arrisca repetir o fracasso de ciclos eleitorais anteriores.



