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Claustrofobia Inversa: Alexandre Patury alerta para novo desafio no DF

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O secretário executivo de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, ministrará a palestra “Claustrofobia Inversa: Um Novo Fator de Preocupação para a Segurança Pública”, nesta quinta-feira (21), às 10h, no auditório do IPEDF.

Inspirado no filme Adolescentes (Netflix), o termo “claustrofobia inversa” descreve o isolamento de jovens que, temendo espaços abertos ou interações sociais, refugiam-se em seus quartos, conectados às redes sociais.

Em entrevista ao Radar DF nesta quarta-feira (20) , Patury destacou que esse fenômeno, embora não seja um diagnóstico clínico, reflete um comportamento crescente no DF, agravado por ansiedade social, hiperconectividade digital e desigualdades locais.

A claustrofobia inversa, segundo Patury, aumenta a vulnerabilidade de jovens a perigos como cyberbullying, radicalização online e cooptação por grupos mal-intencionados, especialmente em um contexto urbano como o do DF, onde a falta de diálogo familiar e oportunidades de inclusão social intensifica o problema.

Patury, enfatizando a importância de romper barreiras de isolamento físico e psicológico. Programas em parceria com as secretarias de Saúde e Educação oferecem apoio psicológico nas escolas, atividades culturais e esportivas, visando prevenir os impactos negativos desse comportamento. A palestra de Patury busca sensibilizar a sociedade para a necessidade de ações integradas. Ele destaca que a saúde mental, considerada o “mal do século”, exige uma abordagem transversal que vá além da atuação policial. Eis a entrevista:

Por que a claustrofobia inversa é uma preocupação para a segurança pública do DF?

Alexandre Patury: A claustrofobia inversa propõe uma reflexão. O jovem vê o quarto como refúgio, mas leva um mundo paralelo no celular. O silêncio dos adolescentes confinados pode ser perigoso. Pensamentos e ações podem vazar na forma de violência, desaparecimento ou crime. Abrir essa porta é dever da família e papel do Estado.

Como esse fenômeno impacta o comportamento e os desafios da secretaria?

Alexandre Patury: Adolescentes têm medo de sair, e pais, de entrar. Isso os torna vulneráveis a pedófilos e extremistas. A secretaria enfrenta o desafio de prevenir esses riscos com ações integradas, pois o isolamento aumenta a suscetibilidade a perigos online e offline.

Como a secretaria aborda os desafios psicológicos e sociais da claustrofobia inversa?

Alexandre Patury: Segurança pública exige segurança integral. A família é crucial: pais devem participar, conhecer amizades e conversas dos filhos. As escolas também são parceiras. Promovemos diálogo familiar e conscientização para reduzir o isolamento e seus riscos.

Quais estratégias a secretaria desenvolve contra o isolamento ligado à claustrofobia inversa?

Alexandre Patury: Jovens se isolam, mas o celular os conecta a tudo. Pais devem se envolver, com atenção e curiosidade. Promovemos campanhas para fortalecer laços familiares e comunitários, combatendo o isolamento físico ou psicológico, que pode ser agravado por falta de diálogo.

Como a secretaria integra saúde mental e educação para mitigar esse fenômeno?

Alexandre Patury:  Segurança integral é o caminho. A saúde mental é transversal, e crimes envolvendo jovens não se resolvem só com polícia. Parcerias com as secretarias de Saúde e Educação promovem apoio psicológico nas escolas, esportes, cultura e inclusão social para prevenir os impactos da claustrofobia inversa.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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