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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Maria Yvelônia: A nova força política que promete mudar Valparaíso

Publicado em

Não foi fácil para que a ex-secretária Nacional de Assistência Social do governo Bolsonaro, Maria Yvelônia, entrasse na disputa eleitoral da prefeitura de Valparaíso de Goiás em pleito que será realizado no dia 6 de outubro próximo.

Yvelônia encontrou dificuldades para furar a bolha que já dava como certa uma eleição plebiscitária entre figuras do mesmo grupo, embora antagônicas, e golpes baixos desferidos dentro do seu ex-partido, o Republicanos.

Wanderley Tavares, presidente do Republicanos no DF “negociou” o partido com Leda Borges, em troca do voto dela ao presidente nacional da legenda, candidato à presidência da Câmara dos Deputados e outras coisas mais.

Yvelônia não se deu por vencida. Foi acolhida pelo Solidariedade, partido que homologará e lançará o seu nome como candidata oficial da legenda para disputar o cargo de prefeita de Valparaíso em meio a um mega evento político marcado para o dia 1 de agosto.

Na convenção, a assistente social contará com o apoio do Agir e do PMB, cuja aliança com o Solidariedade já assusta os candidatos Marcus Vinicius, o Cinquentinha, e José Antonio, conhecido na cidade como Zéleso.

Os dois são apoiados pelo atual e desastrado prefeito Pábio Mossoró (MDB) e pela deputada federal Leda Borges (PSDB), respectivamente.

Leda já foi prefeita de Valparaíso e mentora dos hoje “adversário” de Mossoró.

Na briga dos dois, com mútuas acusações, Mossoró acusa a deputada de não destinar recursos para a cidade e de ter feito uma péssima administração quando prefeita entre 2009/2012.

Por sua vez, Leda acusa Pábio de “traíra descarado” e de ter feito uma gestão manchada pela corrupção.

A mesma toada de acusações é feita pelos dois candidatos que já foram colegas e comeram no mesmo prato como secretários de Pábio Mossoró.

Como se vê, são farinha estragada do mesmo saco que se acusam entre si para se manter no poder.

Enquanto eles brigam, a carruagem passa com Yvelônia.

Os mais de 95 mil eleitores aptos a votar nas eleições de outubro começam a despertar para um nome sem mácula, mulher aguerrida e comprometida com o bem social da população.

A percepção da presença de Yvelônia na disputa é tão grande que uma pesquisa realizada para consumo interno pelo MDB, partido de Mossoró, revelou no início dessa semana um cenário desanimador.

O candidato de Mossoró, Marcus Vinicius, o “Cinquentinha”, estagnou e Jose Antonio, o “Zéleso”, candidato de Leda, que estava na segunda posição, de acordo com a última pesquisa registrada, despencou, enquanto Yvelônia já é a segunda colocada nas intenções de  voto.

Ninguém tem dúvida de que após a convenção partidária, a candidata da aliança Solidariedade/Agir/PMB ultrapassará o candidato de Mossoró.

Diante dos números das pesquisas, vozes correntes no grupo da deputada Leda Borges dão conta de desistirem de Zé Antonio, um fardo pesado e sem futuro.

Outros, que se encontram abandonados por Mossoró, também tendem a largar o candidato Cinquentinha. Um movimento natural provocado com a nova onda politica da cidade que tem nome: Maria Yvelônia.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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