Um movimento decisivo no tabuleiro político do Distrito Federal, ocorrido nesta terça-feira (23), consolidou a base de apoio da governadora Celina Leão (PP) e marcou o que analistas apontam como o isolamento definitivo do deputado federal Rafael Prudente.
Em um encontro realizado no Palácio do Buriti, os cinco deputados distritais da bancada emedebista, Wellington Luiz, João Hermeto, Daniel Donizet, Jaqueline Silva e Iolando, selaram um acordo político para apoiar a reeleição da governadora.
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O encontro, que teve como foco central as articulações para o pleito de 2026, também serviu para definir o apoio à pré-candidatura do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) ao Senado Federal.
Com essa convergência, o MDB reafirma sua posição na base de sustentação do governo e garante a manutenção de espaços na chapa majoritária capitaneada por Celina.
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O único nome do partido ausente na reunião foi o de Rafael Prudente. Segundo fontes ligadas ao Palácio do Buriti e relatos de parlamentares do próprio MDB, o deputado federal estaria empenhado em um projeto articulado com o inelegível José Roberto Arruda, filiado ao PSD.
A estratégia de Prudente baseava-se na incerteza jurídica que cerca Arruda, que tenta retomar sua elegibilidade perante o Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a discussões sobre a Lei da Ficha Limpa.
Prudente acredita que, caso Arruda permanecesse impedido de disputar o governo, ele seria o nome natural para substituí-lo na cabeça da chapa do PSD.
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No entanto, Prudente enfrenta um obstáculo interno intransponível: segundo os próprios emedebistas, o partido não pretende conceder legenda para este projeto pessoal, priorizando a aliança já estabelecida com o grupo de Celina Leão.
A atual situação coloca Rafael Prudente em um cenário político complicado.
Sem o suporte da bancada distrital de seu partido e com a Executiva Nacional do MDB propensa a preservar a aliança com o GDF para assegurar a candidatura de Ibaneis ao Senado, o deputado enxerga seu campo de atuação sendo severamente limitado.
A proposta de “virada de mesa” dentro da legenda parece ter esbarrado na união dos distritais e no compromisso pragmático do partido com a atual mandatária do Palácio do Buriti.



