Dia 13 de julho, o presidente nacional da Federação PSDB/Cidadania, Bruno Araújo(PSDB-SP), participará apenas como observador de uma disputa que já tem um vencedor óbvio: o senador tucano Izalci Lucas.
Ele conta com a maioria dos delegados e será o presidente da união partidária no Distrito Federal, simples, assim.
O choro será engolido pela deputada Paula Belmonte (Cidadania), que teimosamente briga por uma causa perdida.
Apesar de vencer o cabo de guerra, Izalci que é pré-candidato ao Buriti também sofrerá revés.
Ainda patinando no primeiro digito, (4,5%, aferidos pela última pesquisa do Instituto Ideia) sem chances de crescimento eleitoral, os percentuais do senador, pode minguar ainda mais no que diz respeito as intenções de votos.
- Deputado Roosevelt enaltece Ibaneis e Celina em evento da Defesa Civil
- O retorno das sombras: Gim Argello e a máquina da fake news no DF
- Lulinha na mira da PF: a prova definitiva de que a Polícia Federal não é do Lulão
- PSD-DF não embarca com Arruda e espera decisão de Cármen Lúcia, diz PO
- Esquerda moribunda do DF racha, insiste nos erros e caminha ao fracasso
No entanto, isso não será motivo para que Izalci Lucas desista da sua pré-candidatura ao Buriti, mas entenda por quê.
Ele está no meio do mandato de senador e não terá prejuízo algum, mesmo que o seu projeto seja apenas para fazer de conta.
Voltando ao futuro resultado da decisão, que dará poderes ao senador, para conduzir a federação PSDB/Cidadania, quem amargará prejuízo político é a deputada federal Paula Belmonte.
Ela alimenta o desejo de presidir a federação para ser pré-candidata a senadora ou mesmo ser vice na chapa de Reguffe, caso ele saia da “caixinha” e se decida disputar o Buriti.
Belmonte irá para a disputa da próxima quinta, na pele do personagem da “Crónica de uma Morte Anunciada”, do escritor Gabriel García Márquez.
O livro relata sobre a morte de Santiago Nasar, anunciada desde a primeira linha da história.
Toda a comunidade sabe do iminente assassinato, movido por vingança, mas nada nem ninguém o salva de seu trágico fim.
No caso da morte prematura da carreira política de Paula Belmonte, iniciada em 2018, caminha para o mesmo fim trágico do personagem criado pelo famoso escritor colombiano. É esperar pra vê.
*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios jornalísticos e políticos da capital federal. Siga o #RadarDF



