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O ASSUNTO É

Hugo 9: Pesadelo de Lucas e derrota de Caiado em Águas Lindas

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A visita do pré-candidato ao governo de Goiás, Gustavo Mendanha (Patriotas), em Águas Lindas de Goiás, trouxe a tona o debate entre ele e as importantes lideranças políticas da maior cidade do Entorno: a conclusão do Hospital Hugo 9, uma obra abandonada pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil).

Ainda como então candidato, a governador de Goiás, em 2018, Ronaldo Caiado, jurou de pés juntos que tiraria o Hospital Hugo 9 da condição de escombros e devolveria ao povo de Águas Lindas.

A encenação foi feita e uma ordem de serviço foi assinada pelo governador, em agosto de 2019.

No entanto, o sonho da população não saiu do papel e do discurso da falsa promessa e da embromação. O hospital Hugo 9 continua fechado e a sua construção segue em ruínas.

Linha do tempo

Nos primeiros dias de 2019, então prefeito Hildo do Candango, que estava se despedindo do cargo, após ter concluído os dois mandatos à frente da prefeitura de Águas Lindas, fazia o seu último apelo ao governador eleito Ronaldo Caiado.

Na ocasião, o novo governante de Goiás reforçou a promessa feita durante a campanha, a qual concluiria a construção do Hugo 9, e o transformaria em um hospital com capacidade para atender Águas Lindas e a Região do Entorno.

Na época, Caiado garantiu ainda que a primeira cirurgia seria feita por ele, que é médico, ou pelo médico e então novo prefeito de Águas Lindas, Lucas Antonieti.

A promessa não passou de um discurso fake. Ouça!

De lá para cá, já se somam quase quatro anos do governo Caiado e mais de dois anos da gestão de Lucas. Não houve cirurgias, porque não há hospital.

A história

O Hospital Regional o Hugo 09 começou a ser construído no ano de 2000 pela prefeitura, em 2013 o Ministério da Saúde passou a responsabilidade das obras para o Governo Estadual.

Na época o investimento foi de quinze milhões e seiscentos mil reais.

Em 2018 só uma metade da construção da unidade de saúde chegou a ser inaugurada, mas nunca funcionou.

O importante projeto, abandonado até agora por todos os governantes que passaram pelo Palácio das Esmeraldas, nas últimas duas décadas, contaria com 30 leitos de UTI e atendimentos nas especialidades de baixa, média e alta complexidade, além de pronto-socorro, centro cirúrgico, atendimento de obstetrícia, totalizando 137 leitos.

A retomada da construção do Hospital de Águas Lindas, durante o governo Caiado não ocorreu, mesmo com o reforço de R$ 10 milhões destinados por deputados federais goianos, por meio de emendas parlamentares.

Reação de Mendanha

De passagem por Águas Lindas e por várias cidades do Entono, o pré-candidato Gustavo Mendanha, principal concorrente de Ronaldo Caiado, na disputa pelo governo do Estado, disse não haver espaços para os discursos enganadores como os que vem sendo feitos pelo seu principal adversário.

Mendanha disse que, se eleito governador, assumirá os problemas do Entorno para resolvê-los, assim como fez em Aparecida de Goaiânia, cidade que foi prefeito por duas vezes, se desincompatibilizando do cargo, em março, para disputar o Palácio das Esmeraldas.

A segunda maior cidade do Estado era marcada pelo abandono na infraestrutura, caos na saúde e medo da violência.

Hoje Aparecida possui o maior Hospital Municipal do centro oeste, construído e gerido por uma prefeitura.

O hospital foi inaugurado por Mendanha em 2017 e hoje atende Aparecida e outros 55 municípios goianos.

A unidade de saúde possui mais de 230 leitos, divididos entre Clínica Médica Adulto e Pediátrica, Unidade de Terapia Intensiva Adulta, Covid e Pediátrica, Clínica Cirúrgica e leitos de retaguarda.

Na pandemia, o hospital salvou as vidas dos goianos e chegou a receber 12 pacientes de Manaus, durante o colapso saúde amazonense.

Antes de renunciar ao cargo de prefeito, Mendanha passou a gestão do HMAP para o Albert Einstein, referência internacional em excelência na prestação de serviços de saúde.

“É com coragem e determinação que a gente pode transformar a vida do povo goiano para melhor. Esse é o meu compromisso com a esquecida população do Entorno”, garantiu.

*Toni Duarte é Jornalista e editor do Radar-DF, com experiência em análises de tendências e comportamento social e reconhecido nos meios jornalísticos e políticos da capital federal. Siga o #RadarDF

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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